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Recomeçar é essencial para crescer na carreira

Psicólogo diz que competência leva tempo e repetição; recomeçar é comum na carreira, especialmente ao mudar de área ou função, hoje reforçado pelo ChatGPT

Ser iniciante é o único caminho para ser especialista, explica o psicólogo Wanderley Cintra
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  • O psicólogo Wanderley Cintra diz que ser iniciante é o caminho para virar especialista e que competência exige tempo e repetição.
  • O medo de julgamento, de não atender lideranças e de punições financeiras surge quando nos sentimos vulneráveis; as redes sociais amplificam essa sensação.
  • A pressão de mostrar que já se sabe algo pode levar à camuflagem de dificuldades, especialmente ao começar em um novo emprego.
  • Errar faz parte do aprendizado; é preciso aceitá-lo para acumular repertório e evoluir, mesmo sob ansiedade e pressão.
  • Mesmo na era do ChatGPT, treino humano continua essencial: tempo, correção e autoconhecimento ajudam a avançar sem se punir excessivamente.

O tema da edição de hoje aborda a importância de recomeçar na carreira. Um psicólogo especialista em relações de trabalho explica que competências se constroem com tempo, treino e repetição, mesmo na era das ferramentas digitais. A ideia central é que começar de novo é parte do caminho para se tornar especialista.

Segundo Wanderley Cintra, o medo domina quando se está vulnerável. Medo de julgamento, de não atender às expectativas ou de prejuízos financeiros. Entre as emoções, o receio de falhar costuma aparecer com mais intensidade em ambientes de mudança de cargo, área ou empresa.

O professor ressalta que redes sociais criam a ilusão de que ninguém erra, o que aumenta a pressão sobre quem está iniciando. Treino e desgaste nem sempre ficam visíveis; o processo nem sempre resulta em sucesso imediato, aponta Cintra.

Ao iniciar em um novo emprego, já há demanda por resultados. A pressão por demonstrar utilidade pode gerar camuflagem de inseguranças, especialmente quando há olhares externos. O psicólogo distingue entre culpabilizar-se e reagir de forma construtiva.

O caminho para deixar de ser iniciante envolve repetição. A prática constante amplia repertório e reduz a ansiedade do desafio. O tempo dedicado ao aperfeiçoamento, a correção de erros e a autocrítica moderada ajudam na evolução profissional.

Em tempos de inteligência artificial, manter o treino humano é ainda essencial. Cintra observa que a competência requer tempo de consolidação, mesmo que a tecnologia ofereça soluções rápidas. O aprendizado é gradual e contínuo.

Uma forma de reduzir fricção é evitar comparações com terceiros. As redes costumam apresentar apenas os momentos mais positivos, o que pode distorcer a percepção de progresso. Focar na própria evolução é recomendado.

O especialista detalha tipos de rejeição que afetam o início de carreira. A rejeição real envolve decisões objetivas da liderança, que devem ser analisadas para ajustes. A rejeição inventada ocorre quando se teme o resultado e se entrega menos do que o possível.

Segundo Cintra, erros não definem o profissional nem o potencial. A experiência acumulada e a capacidade de aprender com falhas fortalecem a atuação, sempre dentro dos limites da saúde mental.

A mensagem central é clara: paciência, treino e autoconhecimento ajudam a transformar o desafio de começar de novo em progressos reais na carreira.

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