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Grávida vai de moto sozinha para dar à luz na maternidade

Grávida vai sozinha de moto à maternidade para dar à luz, revelando luta, solidão e recomeço após autismo do filho e ausência paterna

Grávida foi sozinha de moto para maternidade — Foto: Reprodução/Instagram
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  • Cláudia estava com 39 semanas de gestação e partiu sozinha de moto para a maternidade, com cesariana eletiva marcada para a segunda gravidez.
  • O filho mais velho, Ravi, nasceu com 1,860 kg aos 33 semanas após uma série de dificuldades no parto e atendimento médico; hoje tem diagnóstico de autismo confirmado pelo SUS em janeiro de 2024.
  • Na primeira gravidez, houve ausência de apoio do pai e desentendos com o sistema de saúde; Cláudia enfrentou decisões difíceis e acabou indo para Porto Velho sozinha.
  • Isis Maitê, segunda filha de Cláudia, nasceu com 4,335 kg e 53 cm, em meio a pressão alta e diabetes gestacional; o pai da bebê não está presente e o DNA ainda aguarda resultado.
  • Atualmente, Cláudia está desempregada, recebe seguro-desemprego até setembro, mora em Ouro Preto do Oeste e depende de ajuda da família para cuidar de Ravi, que precisa de medicação contínua.

Cláudia, grávida de 39 semanas, foi sozinha de moto à maternidade para a cesariana marcada. Ela deixou o que seria uma intervenção planejada para trás, levando apenas os itens na bagagem, sem acompanhante. O vídeo que descreve esse momento ganhou notoriedade nas redes.

A história, porém, envolve mais que o parto. Em paralelo, Cláudia enfrenta anos de dificuldades no sistema de saúde, partos prematuros, diagnóstico de autismo do filho Ravi e a ausência do pai. Ela descreve uma trajetória marcada por improvisos, desafios e recomeços.

Ravi nasceu em Ariquemes, Rondônia, com 1,860 kg, após uma transferência de unidade de saúde e rápida internação na UTI neonatal. O parto ocorreu em meio a desentendimentos com o sistema de saúde e decisões dificultosas, refletidas em uma ida assistida para Porto Velho.

Dois anos depois, a família ganhou um novo desafio com Isis Maitê, nascida com 4,335 kg. A gestação enfrentou pressão alta e diabetes gestacional. A presença do pai foi restrita; Cláudia trouxe Ravi ao encontro dele no dia anterior à cesariana, mantendo o controle sobre as decisões.

Quem está envolvido e onde

Cláudia é mãe de Ravi, diagnosticado com autismo em 2024, e Isis Maitê, nascitura de 2024. Ravi tem acompanhamento médico contínuo e resposta a medicamentos. A residência atual fica em Ouro Preto do Oeste, após períodos em Ariquemes, com apoio familiar próximo.

Quando aconteceu

O ato de ir à maternidade ocorreu durante a gestação de Isis Maitê, com a videochamada gravada pouco antes da transferência para o hospital. O diagnóstico de autismo de Ravi foi confirmado em janeiro de 2024, após orientação de educadores e profissionais da rede pública.

Por que ocorreu

A narrativa de Cláudia é marcada pela necessidade de autonomia diante de dificuldades estruturais. O parto prematuro, o diagnóstico de Ravi e a ausência parental moldaram uma busca por estabilidade, moradia e renda, com foco no bem-estar dos dois filhos.

Desdobramentos e situação atual

Hoje, Cláudia está desempregada e recebe seguro-desemprego até setembro. A residência é modesta, com apoio da família, e a rotina envolve cuidados constantes com Isis e Ravi, que requer atenção especial ao sono e à alimentação.

As roupas, carrinho e itens de bebê vieram de doações e presentes, enquanto o orçamento mensal é comprometido pelos gastos com medicamentos e fraldas. O pai de Ravi contribui com pensão, mas não cobre todas as necessidades.

Perspectiva e esperança

Cláudia afirma que toda mãe solo é guerreira e que não está sozinha. Ela planeja, com recursos limitados, oferecer uma vida melhor aos dois filhos: casa própria, carro usado, autonomia para realizar compras e saúde financeira estável.

Antes de encerrar, vale checar o momento atual: Isis Maitê ainda não tem o nome do pai na certidão, aguardando o resultado do exame de DNA. A história de Cláudia ilustra resiliência diante de adversidades, sem roçar julgamentos.

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