- A menopausa reduz hormônios como estrogênio, impactando pele, hidratação, colágeno e reparo, o que a deixa mais fina, seca e menos resistente.
- As queixas mais comuns são ressecamento, perda de viço, mais flacidez, linhas finas e maior sensibilidade, variando de pessoa para pessoa.
- A rotina de skincare deve priorizar reparo da barreira, hidratação potente e proteção solar diária, com limpeza suave.
- Ativos relevantes incluem retinóides, ceramidas, ácido hialurônico, niacinamida e vitamina C, combinados de forma personalizada ao tipo de pele.
- Além dos produtos, fatores como sono, alimentação, atividade física, manejo do estresse e acompanhamento médico são pilares para a saúde da pele na menopausa.
A menopausa passa a figurar no debate sobre autocuidado e longevidade, influenciando desde sono e humor até a pele. Especialistas ouvidos pelo veículo explicam como adaptar o skincare nesse período e quais ativos podem ajudar na renovação e na hidratação.
A transição hormonal ocorre quando o ovário reduz a produção de estrogênio e progesterona, elevando impactos no organismo e na pele. A diminuição de estrogênio afeta colágeno, hidratação, elasticidade e reparo cutâneo, segundo a ginecologista Patricia Magier.
Na pele, a queda hormonal tende a deixá-la mais fina, seca e menos resistente. A dermatologista Thalyta Travaglini destaca que hábitos diários de cuidado podem favorecer a saúde e a autoestima nesse ciclo, sem buscar soluções milagrosas.
As queixas comuns incluem ressecamento, perda de viço e maior flacidez, além de linhas finas e maior sensibilidade. Magier observa que a manifestação varia: algumas mulheres passam quase incólumes, outras enfrentam sintomas mais intensos que afetam bem-estar.
Fatores genéticos, estilo de vida, qualidade do sono, alimentação e saúde emocional influenciam a intensidade dos sintomas. Em conjunto, esses elementos orientam a personalização do skincare para cada caso.
O que precisa mudar na rotina de skincare
A principal mudança é priorizar reparo da barreira cutânea e estímulo à renovação celular. Limpeza suave, hidratação mais potente, ativos que estimulam colágeno e proteção solar diária aparecem como pilares, segundo Travaglini.
Ativos recomendados incluem retinoides para renovação celular, ceramidas para a barreira, ácido hialurônico para hidratação, niacinamida para função de barreira e vitamina C para antioxidante. A escolha deve considerar o tipo de pele de cada pessoa.
Não existe um único ativo milagroso. A médica ressalta a combinação adequada de substâncias, evitando rotinas excessivamente complexas, que podem irritar peles mais sensíveis na menopausa.
Uma rotina simples costuma ser eficaz: limpeza suave, um ativo antioxidante ou de tratamento, hidratante e protetor solar. A regularidade tem maior impacto do que a quantidade de produtos usados.
Travaglini alerta para erros comuns: abandonar a hidratação, exagerar nos procedimentos ou recorrer a soluções rápidas. A pele na menopausa pede equilíbrio e respeito às particularidades de cada pessoa.
A ideia de envelhecimento como processo natural guia o cuidado. O objetivo do skincare é bem-estar e conforto, mantendo a identidade da pele, sem buscar congelar sinais da idade.
Para Magier, a visão integral de saúde é essencial: sono reparador, exercício físico regular, alimentação saudável e manejo do estresse. A avaliação hormonal individualizada também pode orientar o tratamento.
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