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Nova geração de idosos reinventa a velhice e faz da aposentadoria um recomeço

Nova geração de idosos redefine a velhice com autonomia, viagens e novas paixões, influenciando decisões de saúde e bem‑estar

O músico Oswaldo Vecchione, 78, líder da banda de rock Made in Brazil, com a tatuagem do baixo no seu braço direito, a primeira que ele fez quando tinha 60 anos
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  • A geração acima de sessenta anos está reinventando a velhice, com tatuagens, viagens e aprendizado de novos idiomas, em busca de autonomia e novas formas de viver a maturidade (movimento chamado Nolt).
  • O músico Oswaldo Vecchione, 78 anos, fez a primeira tatuagem aos sessenta e hoje soma17, usando regatas no palco para exibir as marcas; ele diz que elas trouxeram liberdade.
  • Amália Leandro Olegário, 80 anos, passou a viajar mais após a aposentadoria, ficou perto de Verona ao conhecer um italiano e hoje vive parcialmente na Itália, aprendendo o idioma e lidando de forma independente com tarefas do dia a dia.
  • Na prática clínica, idosos passam a usar relógios inteligentes, questionam arritmias detectadas por apps e buscam validação médica para planos de treino, com mulheres de setenta anos em programas de musculação tornando-se cada vez mais comuns.
  • Especialistas ressaltam que esse movimento pode impulsionar a adesão a tratamentos e a mudanças de estilo de vida, mas alertam para desigualdades no acesso a recursos e para a necessidade de evitar a pressão estética por juventude eterna.

Pessoas com mais de 60 anos reinventam a velhice, segundo relatos que ganham as redes sociais com o movimento Nolt, sigla para new older living trend. A ideia é atravessar tabus, manter autonomia e buscar novas formas de expressão e estilo de vida na aposentadoria.

O movimento registra casos concretos de mudanças na rotina de idosos que antes eram vistos como limitados pela idade. Entre ações comuns estão viagens, aprendizado de idiomas, cuidado com a saúde de forma mais participativa e novas formas de autocuidado.

Vecchione, 78 anos, é símbolo dessa tendência. Líder de uma das bandas paulistas mais influentes, ele fez a primeira tatuagem aos 60 e já soma 17 tatuagens. Hoje desfila com regatas no palco para expor marcas que contam a sua história.

A aposentadoria também aparece como cenário de transformação. Amália Leandro Olegário, 80, passou a viajar mais após deixar o mercado formal. Mora perto de Verona, na Itália, e aprendeu italiano na prática, integrando a vida afetiva ao novo idioma.

Clinicamente, a mudança se reflete no engajamento de pacientes em decisões de tratamento. Geriatras destacam que idosos passam a questionar remédios, exames e planos de treino, o que aumenta a adesão a estilos de vida mais ativos.

A prática clínica aponta ainda efeitos econômicos. Pessoas com funcionalidade preservada tendem a manter participação na vida econômica, com consumo, viagens e, em alguns casos, atuação profissional por escolha.

Por outro lado, especialistas alertam para riscos, como a pressão estética pela juventude. A ideia é evitar associar envelhecimento a defeito, promovendo autonomia sem exigir juventude eterna.

Acesso a recursos não é igual para todos. Médicas ressaltam a necessidade de triagens de funcionalidade na atenção básica para democratizar o envelhecimento ativo, incluindo diferentes camadas sociais.

Vecchione mantém a agenda de shows e planeja novas tatuagens. Ele pensa em raspar a cabeça para registrar ídolos do rock e o dragão de São Jorge nas costas, símbolo de sua paixão pelo rock e pelo Corinthians.

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