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Consultor orienta quanto e como guardar dinheiro

Consultor orienta quanto guardar e onde manter a reserva de emergência, com metas por tipo de renda e uso adequado para evitar endividamento

Revista Malu
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  • A reserva de emergência varia conforme a renda: para quem tem carteira CLT, costuma cobrir seis meses de despesas; para autônomos, doze meses.
  • Distribuição sugerida para a reserva: 10% para emergências imediatas, 40% para gastos com bens e 50% para situações como desemprego.
  • Emergência é gasto inevitável e urgente, como perda de renda, problemas de saúde ou manutenção essencial, e não compras por impulso.
  • Onde deixar o dinheiro: priorize segurança e liquidez; opções como CDBs, LCIs, LCAs, caixinhas de investimento e fundos de renda fixa são recomendadas; fundos podem não ter proteção do FGC.
  • Comece mesmo com orçamento apertado: organize gastos, separe fixos e variáveis e siga uma regra simples de uso da renda (50% fixos, 30% variáveis, 20% para investimentos) e poupe pelo menos 10% do que ganha.

O que é a reserva de emergência e por que ela importa: um consultor financeiro explica que essa reserva funciona como proteção financeira diante de desemprego, problemas de saúde ou gastos inesperados. O foco não é lucro rápido, mas segurança para enfrentar crises sem recorrer a dívidas.

Segundo Enzo de Souza Providello, da Fire|ce, o cálculo da reserva varia conforme a renda e a estabilidade do emprego. Quem tem carteira CLT deve mirar pelo menos um ano do padrão de vida atual; autônomos precisam considerar doze meses, dadas as incertezas de renda.

A prática sugerida envolve dividir a reserva em categorias: 10% para emergências imediatas, 40% para gastos relacionados a bens e 50% para situações como desemprego. O objetivo é facilitar o controle e evitar uso indevido do dinheiro.

A definição de emergência é crucial. Substituir o celular por vontade própria ou aproveitar promoções não entram na conta. A reserva deve cobrir perda de renda, problemas de saúde, manutenção essencial da casa ou do carro.

Providello alerta que desperdícios e subestimação do custo de vida criam um ciclo de endividamento. Sem reserva sólida, o brasileiro pode recorrer a cheque especial, crédito ou empréstimos diante de imprevistos, prejudicando patrimônio a longo prazo.

Onde guardar a reserva? A prioridade é liquidez e acesso rápido. Evitar aplicações de longo prazo ou volatilidade é fundamental. Cardápio atual aponta para CDBs, LCIs, LCAs, fundos de renda fixa próximos de 100% do CDI, entre as opções mais eficientes.

Ainda assim, fundos exigem atenção, pois não contam com o FGC. O consultor recomenda buscar orientação antes de investir, para evitar surpresas em cenários adversos.

Para quem tem orçamento apertado, a construção da reserva começa com organização financeira. Anotar gastos, separar custos fixos e variáveis e eliminar desperdícios ajudam a criar disciplina para poupar.

Como regra prática, a sugestão é destinar 50% da renda aos custos fixos, 30% aos variáveis e 20% a investimentos. O mais importante é criar o hábito de guardar antes de gastar e manter um objetivo claro para o dinheiro reservado.

Ao fim, a reserva de emergência não é dinheiro parado, mas tranquilidade e liberdade para atravessar momentos difíceis sem agravar a situação financeira.

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