- A influenciadora Bárbara Daleaste, de Viamão, descobriu que pegou piolho da filha Laura, 4 anos, após perceber o problema entre os dois; o vídeo viralizou nas redes.
- Bárbara relata ter iniciado uma “missão” de tratamento após notar que os piolhos voltavam diariamente na filha, sem saber que o infestante era ela.
- O combate incluiu troca de travesseiros, aspirar colchão, água quente nas roupas de cama e uso de shampoos específicos, secador e pente fino, além de perfume de alfazema no couro cabeludo.
- O tratamento durou cerca de 90 dias para eliminar os piolhos, com manutenção semanal de shampoo específico e cuidados contínuos.
- A dermatologista Irene Rabelo alerta que piolho não está ligado a higiene; recomenda uso de produtos humanos apropriados e catação com pente fino, evitando remédios caseiros ou químicos agressivos.
Bárbara Daleaste, 32, de Viamão (RS), externou nas redes sociais a situação inusitada que enfrentou ao perceber que contraiu piolho da filha caçula. O episódio ocorreu após a criança apresentar infestações recorrentes, levando a mãe a checar o próprio couro cabeludo e confirmar a transmissão.
A mãe de Monique, 13, e Laura, 4, contou que Laura teve uma primeira infestação e que, ao limpar, surgiram piolhos novos diariamente. A descoberta principal foi de que Bárbara era quem estava transmitindo os piolhos para a filha.
A família iniciou uma operação para eliminar o problema, trocando travesseiros, aspirando o colchão e lavando roupas de cama com água quente. No cuidado com os cabelos, passaram a usar shampoos específicos, secador e pente fino de ferro, além de um repelente caseiro com perfume de alfazema.
Piolho: como lidar
Para reduzir a infestação, a dermatologista Irene Rabelo, do Hospital Quali Ipanema, destaca que o piolho não depende de higiene ou classe social. O principal fator de transmissão é o contato cabeça a cabeça, comum em ambientes escolares. O tratamento combina produtos tópicos e a remoção mecânica com pente fino.
A médica reforça que não se deve recorrer a inseticidas domésticos ou veterinários, que podem provocar intoxicações e queimaduras. Em caso de infestação, é preciso manter a calma, aplicar fármacos indicados e realizar a catação de lêndeas com regularidade.
Remédios caseiros e procedimentos
Medicamentos caseiros não têm eficácia comprovada e podem oferecer riscos. Álcool e querosene são irritantes e inflamáveis; o vinagre ajuda a soltar a cola das lêndeas, mas não combate os piolhos, devendo ser usado apenas como auxílio à catação.
Sobre tinturas e químicos de cabelo, a especialista declara que eles não substituem o tratamento específico. Caso ocorram novos piolhos, é necessário repetir o protocolo recomendado por médico ou bula, mantendo o uso de produtos adequados por 10 a 15 dias para eliminar lêndeas remanescentes.
A dermatologista enfatiza que o piolho é um problema comum na infância e que o manejo adequado envolve paciência e informação correta. A orientação é combinar produtos apropriados com a remoção manual para reduzir novas infestações.
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