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Dançar pode ajudar a viver mais e com melhor qualidade de vida

Dança para idosos melhora equilíbrio, força e saúde cerebral, além de ampliar mobilidade e interação social entre pessoas com cinquenta anos ou mais

Gail Kowalski, à esquerda, Suzy Rhoades, Carol Ross e Cindy Soffrin, integrantes do The Rodeo City Wreckettes, grupo de dança para mulheres mais velhas Foto: Anita Snow
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  • A dança ajuda a melhorar equilíbrio, força, mobilidade e saúde cerebral, além de promover interação social entre idosos.
  • Diversos estilos servem, desde dança country em linha até sapateado, salsa ou zumba; o essencial é manter-se em movimento.
  • O grupo Rodeo City Wreckettes, formado por mulheres com 50 anos ou mais, treina duas horas, pelo menos duas vezes por semana, em Tucson; Carol Ross, 87 anos, lidera o grupo ao lado do marido, John.
  • As Wreckettes se apresentam ao longo do ano, em eventos diversos e em casas de repouso, destinando parte dos ganhos a instituições beneficentes.
  • Para começar a dançar na terceira idade: consultar um profissional de saúde, buscar aulas simples em centros comunitários ou estúdios, usar roupas confortáveis, aquecer e aproveitar a atividade.

A dança é apresentada como ferramenta para ampliar a saúde física e cognitiva de idosos, segundo especialistas. Carol Ross, 87 anos, lidera o grupo Rodeo City Wreckettes em Tucson, Arizona, com foco em mulheres com 50 anos ou mais. Ela celebra a prática constante como motor de bem-estar.

O grupo se reúne há 23 anos, com ensaios duas vezes por semana, em sessões de duas horas. O marido de Carol, John, 87, participa dos números ao lado dela. A experiência deles ilustra como a dança pode estimular equilíbrio, força e socialização entre idosos.

Profissionais ouvidos no estudo destacam que a dança ajuda a perder peso, aumenta mobilidade e pode melhorar a saúde cerebral. Enfermeiro Julio Loya afirma que a atividade, seja sapateado, danças de salão ou linha, é poderosa para a terceira idade, por combinar movimento e alegria.

Geriatras ressaltam que a prática também pode reduzir o risco de quedas ao enfatizar equilíbrio, coordenação e postura. Em clínicas com idosos, a dança pode ser integrada aos 150 minutos semanais de exercício recomendados, com ganhos adicionais de motivação e humor.

As Wreckettes costumam se apresentar ao longo do ano, inclusive em rodeios e eventos comunitários. Além disso, costumam atuar em casas de repouso, levando entretenimento a pacientes com dificuldades de memória, o que reforça o aspecto social da prática.

Como começar a dançar na terceira idade

Aqui vão orientações de profissionais de saúde e de instrutores de dança para iniciantes:

  • Antes de começar: procure avaliação médica e peça orientação sobre atividades adequadas.
  • Procure uma aula: busque opções em centros comunitários, parques municipais, academias ou estúdios locais.
  • Antes da aula: use roupas confortáveis e faça aquecimento e alongamento.
  • O mais importante: mantenha o foco na diversão, na saúde e na prática regular.

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