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Lições de resiliência revelam caminhos para enfrentar adversidades

Relatos de Margô e Antônia destacam coragem frente a abandono, violência e perdas; resiliência que inspira mudanças e fé no cotidiano

Dona Antônia perdeu familiares na pior chacina da história do DF - (crédito: Letícia Mouhamad/CB/DA Press)
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  • Margô Lima enfrentou abandono, trabalho análogo à escravidão, racismo e violência doméstica, e tornou-se cantora e atriz após os sessenta.
  • Ela contou ter ficado emocionada ao participar de uma campanha publicitária entre o Jornal Nacional, celebrando o reconhecimento de sua história.
  • Antônia Lopes, aos 92 anos, acompanhou de perto o desfecho da maior chacina do Distrito Federal, esperando por justiça por mais de dez horas.
  • Ela perdeu seis dos sete filhos, passou por dias difíceis, perdeu peso e chora antes de dormir, mas diz que continua viva.
  • Ao deixar o tribunal, Antônia afirmou que foi bom conversar e desejou que os condenados se arrependam, pedindo apenas um abraço.

No último mês, duas histórias de resiliência chamaram atenção pela trajetória de superação diante de adversidades. Margô Lima, cuja vida foi tema de uma série sobre envelhecimento, recebeu um áudio de agradecimento pela reportagem. Antônia Lopes, aos 92 anos, acompanhou o desfecho de uma chacina no Distrito Federal ao lado do tribunal.

Margô enfrentou episódios de abandono, trabalho análogo à escravidão, racismo e violência doméstica. A esperança de dias melhores a manteve firme, mesmo quando a depressão quase a derrubou. A virada ocorreu após a proximidade com a música e o teatro, atividades que a levou a atuar como cantora e atriz depois dos 60 anos.

Ao celebrar o resultado da reportagem, Margô revelou que não imaginava que sua história mereceria registro público. O relato reforçou a ideia de fé e dedicação ao ofício, inspirando leitores sobre a capacidade de seguir adiante.

Retratos de resiliência

Nesta mesma linha, Antônia Lopes testemunhou, em frente a um tribunal, a espera pelo desfecho da pior chacina que atingiu o DF. Com um andador e um terço, a senhora permaneceu mais de 10 horas sem demonstrar revolta, mantendo a dignidade enquanto falava sobre o passado ao ser questionada pela imprensa.

Antônia, que perdeu seis de seus sete filhos, descreveu dias de tormenta após o crime, incluindo perdas físicas e emocionais. Ela destacou a dor de perder familiares, mas afirmou manter-se viva e resistir, sem temer pela liberdade de quem cometeu o crime, diante de tantos desafios anteriores.

Ao final da audiência, Antônia manteve o contato simples com a reportagem e expressou gratidão pelo espaço para compartilhar a memória. Em meio à agitação de câmeras e viaturas, o momento foi marcado por um gesto de afeto entre entrevistadora e entrevistada.

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