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Medo do escuro, segundo a psicologia: causas e impactos

Medo do escuro que persiste na adolescência ou na vida adulta pode indicar questões emocionais mais profundas, segundo a psicologia

skynesher/Gettyimages
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  • O medo do escuro é comum na infância, geralmente ligado a monstros e ao imaginário; costuma desaparecer conforme a criança diferencia fantasia de realidade.
  • Quando persiste na juventude ou na vida adulta, pode sinalizar questões emocionais mais profundas.
  • O medo costuma ser aprendido e reforçado ao longo do tempo, por reforço negativo (crianças choram e são retiradas do ambiente escuro) ou reforço positivo (dormir com os pais ou ter a luz acesa).
  • Pode se desenvolver a partir de experiências anteriores, como histórias, filmes ou sustos, que fazem a criança associar o ambiente escuro a situações negativas.
  • A psicóloga Monica Rezende Queiroz explica que, em muitos casos, a ausência de emparelhamento positivo entre o ambiente escuro e experiências positivas contribui para o medo.

O medo do escuro é comum na infância, ligado a monstros e ao imaginário infantil. Em muitos casos, esse temor desaparece conforme a criança distingue fantasia de realidade. Quando persiste, pode sinalizar questões emocionais mais profundas, mesmo na juventude ou na vida adulta.

A psicologia analisa esse medo como um comportamento aprendido, reforçado com o tempo. Reforçamento negativo ocorre quando a criança chora e é retirada do ambiente escuro. Reforçamento positivo acontece ao dormir com os pais ou manter a luz acesa.

Experiências anteriores também ajudam a moldar o medo. A criança pode associar o escuro a figuras assustadoras ou situações ruins vivenciadas em histórias, filmes ou sustos. A falta de associações positivas registra o medo no desenvolvimento.

Como a psicologia encara o tema

Segundo a psicóloga Monica Rezende Queiroz, do grupo Mantevida, o medo do escuro pode ser aprendido e reforçado ao longo do tempo. O isolamento em ambientes escuros, sem experiências positivas, favorece a persistência do temor.

Quando o medo se estende para a adolescência ou a vida adulta, o tema pode indicar questões emocionais mais profundas. Profissionais recomendam avaliação para entender se há fatores subjacentes na afetividade, no sono ou no manejo de estresse.

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