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Cinco sinais de que seu filho pode estar sofrendo de ansiedade

Ansiedade infantil pode se manifestar como mudanças de comportamento, medo de separação e dificuldade de concentração, exigindo avaliação de psicólogo infantil

Criança ansiosa — Foto: Magnific
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  • Mudanças no comportamento: a ansiedade pode deixar a criança mais agressiva, com dificuldade de concentração e maior insegurança.
  • Não ficar sem os pais: dificuldade de lidar com a separação, mesmo por pouco tempo, gerando sofrimento ou medo de algo acontecer.
  • Novos medos: medo excessivo ou surgimento de temores sem razão, principalmente ao dormir sem a companhia dos pais.
  • Dificuldade de prestar atenção: na escola, dificuldade de concentração, ficar levantando-se da carteira e não concluir as atividades.
  • Aumento da impaciência: dificuldade de esperar a vez em jogos ou interromper com frequência os colegas.

Crianças também podem apresentar ansiedade, não apenas adultos. Em muitos casos, sinais passam despercebidos pelos pais, que atribuem comportamentos à personalidade ou a fases de desenvolvimento. Reconhecer os indicativos facilita buscar ajuda.

A ansiedade infantil pode se manifestar de formas diferentes, e nem sempre é óbvia. Este texto aponta cinco sinais comuns e como observar cada um deles com cuidado, mantendo a abordagem neutra e baseada em evidências.

Além de identificar, é fundamental orientar-se sobre medidas de apoio. Consultar um psicólogo infantil é recomendado quando os sinais se intensificam ou surgem com frequência.

1. Mudanças de comportamento

Mudanças súbitas na forma de agir podem indicar ansiedade. A criança pode ficar mais agressiva, ter dificuldade de concentração ou demonstrar insegurança acima do habitual.

Observações repetidas e persistentes merecem avaliação profissional. Estímulos positivos e rotinas estáveis ajudam a reduzir a tensão nesses casos.

2. Não conseguir ficar sem os pais

A dificuldade em lidar com a separação pode aparecer mesmo em situações simples. Por exemplo, esperar os pais na padaria pode gerar sofrimento ou medo de algo ruim ocorrer.

Essa reação pode indicar ansiedade de separação. Interações previsíveis e apoio gradual ajudam na adaptação.

3. Novos medos

Medos novos ou intensos, sobretudo sem explicação, merecem atenção. Durante a noite, temores de ficar sozinho no quarto podem sinalizar ansiedade.

Diálogo periódico sobre sentimentos e conforto adequado ajudam a compreender as causas desses receios.

4. Dificuldade em prestar atenção

Na escola, a ansiedade pode atrapalhar a concentração. A criança pode querer se levantar com frequência, não concluir atividades ou acompanhar o professor com dificuldade.

Apoio pedagógico combinado a abordagem clínica facilita o manejo. Rotinas que promovem foco costumam trazer melhoria.

5. Se tornar mais impaciente

Imprevisibilidade no tempo de espera, como em jogos, pode indicar ansiedade. Interromper colegas com frequência também pode aparecer nesses casos.

Observação de padrões de comportamento ao longo de semanas ajuda no diagnóstico. Medidas de autocontrole e momentos de recreação consciente ajudam no equilíbrio.

Como ajudar os filhos a lidarem com a ansiedade?

Se surgirem dúvidas ou os sinais piorarem, procure orientação de um psicólogo infantil. Algumas ações simples também ajudam:

  • Mostre apoio e afeto; a segurança emocional é fundamental.
  • Converse sobre sentimentos com a criança, incentivando o relato do que pensa e sente.
  • Estimule refeições mais calmas, acompanhando o ritmo dos demais.
  • Incentive atividades físicas regulares para reduzir a tensão.
  • Valorize brincadeiras ao ar livre, com menos tempo de tela.

Fonte: Melina Blanco Amarins, psicóloga da materno-infantil

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