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Cinco dicas para adaptar a casa ao envelhecimento com mais segurança

Adaptações simples em moradias reduzem quedas e aumentam a autonomia de idosos, priorizando iluminação adequada, pisos antiderrapantes e banheiros acessíveis

É possível ter ambientes capazes de acompanhar diferentes fases da vida, com funcionalidade, acessibilidade e qualidade de vida
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  • O Brasil está envelhecendo rapidamente: entre 2012 e 2025, a população com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 16,6% (IBGE/PNAD Contínua).
  • Intervenções simples em moradias podem ser aplicadas tanto em reformas quanto em imóveis novos para acompanhar o envelhecimento.
  • Reduzir riscos de quedas envolve facilitar a circulação, eliminar obstáculos, usar pisos antiderrapantes e evitar desníveis e tapetes soltos.
  • Iluminação adequada, com luz natural aproveitada e distribuição uniforme da iluminação artificial, além de sensores de presença em áreas de passagem, aumenta segurança.
  • No banheiro, inserir barras de apoio, piso antiderrapante, box walk-in ou sem soleira, banco de banho e vaso sanitário em altura adequada.
  • A ergonomia deve guiar a organização: itens de uso diário devem ficar ao fácil alcance para evitar esforço desnecessário.
  • Planejar adaptações desde o projeto facilita futuras necessidades, com portas mais largas e áreas de circulação amplas para receber equipamentos de apoio.

O Brasil encara um envelhecimento populacional acelerado. Entre 2012 e 2025, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% para 16,6%, segundo o IBGE via PNAD Contínua. O tema envolve saúde, mobilidade e moradia, trazendo novos desafios para famílias, profissionais da saúde e arquitetos.

Especialistas destacam que intervenções simples na habitação podem ser incorporadas em reformas ou em imóveis novos. A ideia é reduzir riscos, facilitar o cotidiano e manter a independência de quem quer permanecer em casa ao longo do envelhecimento.

A arquiteta Sabrina Fidelis, especialista em interiores e saúde, aponta que muitas adaptações visam prevenir acidentes e organizar espaços. O objetivo é permitir que a casa acompanhe as mudanças que ocorrem com o tempo.

Reduzir os riscos de quedas

Avaliar a circulação entre ambientes é o primeiro passo. Corredores, quartos e banheiros exigem atenção. Retirar obstáculos e escolher revestimentos adequados ajuda a tornar o espaço mais seguro, com pisos antiderrapantes e circulação livre.

Iluminação adequada

A visão tende a diminuir com o tempo, tornando a iluminação crucial para segurança. Aproveitar a luz natural e usar iluminação artificial distribuída de modo uniforme facilita deslocamentos, especialmente à noite.

Atenção especial ao banheiro

O banheiro concentra grande parte dos acidentes entre idosos. Barras de apoio bem posicionadas, piso antiderrapante, box walk-in ou sem soleira, banco para banho e vaso sanitário elevado ou com elevador são itens considerados para ampliar autonomia e reduzir riscos.

Ergonomia no dia a dia

A disposição de móveis e objetos de uso frequente afeta a independência. Utensílios, roupas e itens diários devem ficar em locais de fácil acesso, evitando esforço excessivo e facilitando atividades como pegar uma xícara ou alcançar um livro.

Planejar antes da necessidade

Adaptações podem ocorrer já na fase de projeto ou reforma, com portas mais largas, áreas amplas de circulação e espaços prontos para receber apoio. Soluções previstas facilitam a resposta a futuras necessidades sem ações emergenciais.

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