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Impactos da desorganização doméstica na saúde mental

Ambientes desorganizados elevam cortisol, aumentam estresse e prejudicam a concentração, impactando o bem-estar emocional e hábitos alimentares

Casa bagunçada: entenda os impactos na saúde mental
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  • Casa desorganizada pode aumentar estresse, ansiedade e dificultar a concentração, segundo pesquisa da Universidade da Califórnia.
  • O estudo mostrou que quem percebe a casa como bagunçada tinha níveis mais altos de cortisol, o hormônio do estresse.
  • A desordem visual faz o cérebro permanecer em estado de alerta, dificultando relaxamento e tarefas diárias.
  • Cozinhas desorganizadas foram associadas a episódios de compulsão alimentar e alimentação impulsiva, conforme pesquisa da Universidade de New South Wales.
  • Sugere-se pequenas mudanças na rotina, sem buscar perfeição, para melhorar bem-estar; buscar apoio psicológico se a desorganização estiver ligada a ansiedade, depressão ou esgotamento.

Uma casa desorganizada pode impactar o bem-estar emocional, elevando estresse, ansiedade e dificuldade de concentração. O ambiente com excesso de objetos e a sensação de tarefas pendentes dificultam o relaxamento.

Pesquisas associam a desordem a respostas de estresse. Um estudo da Universidade da Califórnia, publicado no Personality and Social Psychology Bulletin, indicou que pessoas que veem a casa como bagunçada apresentam níveis mais altos de cortisol, o hormônio do estresse.

Segundo a psicóloga Aline Portilho, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o lar reflete o estado emocional. Em ambientes muito desorganizados, o cérebro pode interpretar a desordem como fonte adicional de desgaste mental, elevando a sensação de alerta.

A desorganização visual também pode aumentar culpa, procrastinação e dificuldade de produtividade. Ambientes com muitos estímulos simultâneos são apontados como responsáveis pela irritação, cansaço mental e maior ansiedade.

Estudos complementares indicam impactos no comportamento alimentar. Pesquisas da University of New South Wales, na Austrália, associam cozinhas desorganizadas a episódios de compulsão alimentar e alimentação impulsiva, em contextos de estresse e caos.

Apesar da relação entre espaço e bem-estar, Portilho destaca que organização não precisa significar perfeição constante. Pequenas mudanças na rotina podem trazer maior controle emocional e sensação de bem‑estar, como organizar um cômodo de cada vez e desapegar de objetos sem uso.

Em alguns casos, a dificuldade de manter a organização pode estar ligada a condições emocionais como ansiedade ou depressão. Quando a desordem vem acompanhada de tristeza e baixa energia, buscar apoio psicológico é recomendado para entender o que ocorre.

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