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Terapeuta familiar defende proteção de crianças contra palavras apocalípticas

Terapeuta alerta que palavras apocalípticas intimidam crianças; aposta na conversa e na brincadeira para manter a esperança

"Nossos filhos merecem ser bem mais protegidos de palavras apocalípticas", reflete terapeuta familiar — Foto: Magnific
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  • O jornalista Alexandre Coimbra Amaral escreveu sobre proteger crianças de palavras apocalípticas e a influência das narrativas na infância em sua coluna na CRESCER.
  • Em uma escola, uma menina de 11 anos revelou que tem medo do que ouve por todos os lados e perguntou como ele lida com esse medo.
  • Ela descreveu o medo de não haver mundo para ela viver quando crescer; Amaral parou a responsabilidade e escutou, abraçou a menina e ficou em silêncio por um momento.
  • Ele respondeu buscando atividades lúdicas: conversar sobre brincadeiras para acalmar, priorizando diálogo e brincadeiras em vez de jogos e telas.
  • O texto defende que palavras positivas e histórias simples ajudam as crianças a enfrentar o temor, e que o presente deve ser vivido com alegria, convidando jovens a ver um mundo que vale a pena.

A reflexão vem de uma experiência vivida pelo psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, publicada na coluna da revista CRESCER. Ele descreve um momento em que uma aluna de 11 anos expressou medo diante das narrativas que ouve fora da escola. O episódio ocorreu durante uma atividade com estudantes do Ensino Fundamental.

O texto aponta que as crianças observam com atenção como cuidadores e adultos narram a realidade. Segundo o autor, o clima de desorientação e de desconfiança causado pela cobertura de notícias impacta diretamente o comportamento de jovens e adolescentes.

Amaral afirma que, nesses cenários, é essencial conversar com as crianças de forma responsável. Em vez de evitar o tema, a sugestão é usar a fala para acalmar e orientar, promovendo a brincadeira como ferramenta de enfrentamento do medo.

Na passagem descrita, a menina relatou temer não ter um mundo para viver quando crescer. O autor descreve uma troca empática na qual ele busca entender o medo da estudante e, em vez de negar a ansiedade, propõe um diálogo sobre opções de brincadeiras para reduzir a tensão.

A narrativa segue enfatizando que palavras carregadas de apocalipse podem acentuar o desamparo infantil. A solução proposta é favorecer conteúdos leves e positivos, que promovam memória afetiva e senso de continuidade da vida.

A conclusão do texto ressalta que o futuro ainda não chegou, e que o presente pode ser vivido com alegria ao lado de crianças e adolescentes. O autor incentiva o uso de palavras que convidem à curiosidade, à descoberta e ao renascer do interesse pelo mundo.

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