- A pesquisa Map of Felicidade Real, liderada pela especialista Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, aponta que a felicidade no Brasil está mais ligada a vínculos, pertencimento, fé e esperança, especialmente durante a Copa do Mundo.
- A Copa funciona como válvula de escape: traz momentos de prazer (experiências hedônicas) e fortalece laços familiares e comunitários, dando significado ao cotidiano.
- Dados da pesquisa mostram que 89% dos entrevistados se consideram felizes, 33% convivem frequentemente com ansiedade e 29% relatam estresse no dia a dia.
- Mesmo quem não acompanha torcidas ou debates esportivos afirma sentir pertencimento e brasilidade durante a competição, refletindo um sentimento de estar fazendo algo junto.
- Além da alegria momentânea, 93% dos brasileiros mantêm esperança em dias melhores, sustentados pela fé e pela família.
A Copa do Mundo, para muitos brasileiros, funciona como válvula de escape emocional. Dados de uma pesquisa realizada pela especialista Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia, apontam que o torneio desencadeia uma sensação de felicidade ligada a vínculos, pertencimento, fé e esperança.
A pesquisa, intitulada Mapas da Felicidade Real, revela que a alegria no Brasil está menos ligada a riqueza material e mais aos laços familiares e comunitários. Entre os entrevistados, 89% se consideram felizes, mas 33% convivem com ansiedade e 29% relatam estresse cotidiano.
A pesquisadora afirma que o brasileiro se percebe feliz, mesmo sob pressão. A Copa funciona como uma experiência hedônica, com momentos intensos de prazer. Porém, também gera significado quando compartilhada em família e na comunidade.
Entrevistada, a publicitária Maria Clara Avelino Almeida, 26 anos, diz que não segue futebol de perto, mas sente a Copa gerar pertencimento e brasilidade. Segundo ela, é uma experiência coletiva bonita e reconfortante.
Quando a pergunta é resumida em uma palavra, a felicidade é associada principalmente a relações humanas. Família, amigos e gratidão aparecem entre as respostas mais citadas. A maioria (87,2%) afirma ter rede de apoio para momentos difíceis.
A pesquisa também aponta impactos emocionais da derrota. A frustração é reconhecida, podendo afetar a autoestima. Ainda assim, há uma resistência emocional: 93% dos entrevistados mantêm esperança em dias melhores.
Dois pilares sustentam esse otimismo: fé e família. A pesquisadora destaca que, mesmo diante de desafios estruturais, o brasileiro persiste em acreditar que pode haver melhoria e que a convivência familiar contribui para esse olhar positivo.
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