Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Autoconhecimento na maturidade pode florescer após os 60

Terapia na terceira idade ganha espaço: autoconhecimento amplia compreensão de perdas, solidão e aposentadoria, com impacto na saúde mental e bem‑estar

Sessões podem ajudar a lidar com desafios comuns dessa fase, como mudanças no corpo, luto e aposentadoria, além de estarem ligadas à preservação de funções cognitivas
0:00
Carregando...
0:00
  • Freud afirmou, em 1905, que após os cinquenta anos a terapia teria ganhos limitados; hoje, pessoas em idade avançada buscam psicoterapia aos sessenta, setenta, oitenta e até noventa anos.
  • A terapia na terceira idade é associada à elaboração emocional e à prevenção de doenças neurodegenerativas, além de ajudar no enfrentamento de mudanças da aposentadoria e do corpo.
  • O envelhecimento pode trazer perdas, solidão, mudanças de rotina e medo da morte, mas também abre espaço para tratar dores antigas e traçar novos sentidos.
  • Exemplos mostram que a terapia facilita perdão, autoconhecimento e reajuste da história de vida, como no caso de uma mulher de 85 anos que revisitou uma relação do passado.
  • Existem várias opções de cuidado (psicoterapia individual, em grupo, arteterapia); o passo inicial pode ser buscar indicação com profissionais de saúde de confiança e escolher a abordagem que melhor funciona.

O interesse pela terapia na maturidade cresce, com sessões ajudando a lidar com mudanças corporais, luto e aposentadoria. A prática também aparece associada à preservação de funções cognitivas e à construção de sentido na vida após os 60.

A ideia de que a terapia variaria pouco com a idade não se sustenta mais. Profissionais relatam que muitos começam a buscar apoio justamente nessa fase, quando perguntas sobre identidade, perdas e novos papéis surgem com mais intensidade.

Da mesma forma, a atuação profissional tem se diversificado. Além do atendimento individual, existem opções como terapia em grupo, arteterapia e outras abordagens que podem ser ajustadas às necessidades de cada pessoa.

Obstáculos culturais e mudanças de rotina

Muitos idosos ainda encaram o tema como tabu, apontam especialistas. Questões geracionais ajudam a explicar a resistência, já que parte da população cresceu sem espaço para falar de sofrimento emocional.

A aposentadoria altera rotinas, a identidade pode mudar e redes de apoio se dissolver. Medo de adoecer, de depender da família ou de enfrentar a solidão são receios comuns que podem ganhar tratamento adequado na psicoterapia.

Exemplos práticos de evoluções

Casos clínicos ilustram como o trabalho terapêutico facilita a elaboração emocional. Em um exemplo, uma mulher de 85 anos, ao abordar uma relação antiga, descobriu novos sentidos para a própria história e aprendeu a perdoar-se.

Outra situação mostra como, ao deixar a função profissional, uma pessoa pode ressignificar o papel atual. Questionamentos sobre prazer, satisfação e reinvenção ajudam a manter a qualidade de vida.

Caminhos para iniciar

Profissionais sugerem que a primeira etapa costuma ser uma conversa com profissionais de saúde de confiança, que podem indicar psicólogos especializados em envelhecimento. Existem também redes e entidades que conectam pacientes a especialistas da área.

O objetivo da terapia nessa faixa etária não é prometer mudanças radicais, mas oferecer espaço para compreender a própria história, melhorar a comunicação e promover bem-estar. O tempo, embora curto, pode ser utilizado para viver melhor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais