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Cuidados com alergias infantis em festas juninas

Pediatra alerta cuidados redobrados em festas juninas; evitar contaminação cruzada e manter kit de segurança para crianças com alergias

Alimentos para crianças na festa junina — Foto: Canva Pro
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  • Festas juninas trazem risco para crianças com alergias alimentares, pois pratos típicos costumam levar amendoim, leite, trigo e ovos, com possibilidade de reações graves, incluindo anafilaxia.
  • A estimativa mundial aponta cerca de 6% a 8% de crianças com menos de três anos e 2% a 3% de adultos com alergias alimentares.
  • Crianças têm imunidade ainda em desenvolvimento e menor autonomia para questionar ingredientes, exigindo supervisão constante.
  • Medidas preventivas incluem perguntar sobre ingredientes, evitar contaminação cruzada e usar plaquinhas com alérgenos; organizadores devem usar utensílios distintos para itens com e sem alérgenos.
  • Opções seguras podem incluir lancheira personalizada, substituições como leite de coco e sementes de girassol, além de planejamento de emergência com medicamentos prescritos e identificação do posto médico.

Alergias infantis demandam cuidado especial em festas juninas, aponta o médico. Pratos típicos como canjica, paçoca e bolos costumam levar amendoim, leite, trigo e ovos, alérgenos comuns que podem provocar reações graves, incluindo anafilaxia, em crianças.

Dados da área indicam que 6% a 8% das crianças com menos de três anos e 2% a 3% dos adultos no mundo apresentam alergias alimentares. O alerta vem da comunidade médica para evitar complicações durante celebrações.

O pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo, ressalta que o sistema imune infantil está ainda em desenvolvimento, aumentando a vulnerabilidade a reações. Crianças costumam não reconhecer ingredientes ou sinais precoces.

Além das alergias, a fumaça das fogueiras pode irritar as vias aéreas e acionar crises em asmáticos. Queimaduras também representam risco, tornando a supervisão constante essencial durante as festividades.

Para prevenir, a orientação é investigar antes de servir. Perguntas sobre ingredientes e modo de preparo devem ser claras, sem constrangimento. Evitar contaminação cruzada é crucial, especialmente com utensílios compartilhados.

O espaço de organização também é determinante. Plaquinhas nos pratos sinalizam alergênicos, e utensílios distintos para itens com e sem alérgenos ajudam na proteção. Responsabilidade compartilhada entre quem organiza e quem consome aumenta a segurança.

Alternativas inclusivas podem ser adotadas, como leite de coco em bolos ou paçoca com sementes de girassol tostadas no lugar do amendoim. A ideia é oferecer opções seguras sem perder o sabor tradicional.

Para crianças com histórico de reações graves, é indispensável um planejamento de emergência. Medicamentos prescritos, anti-histamínicos, corticóides ou auto-injetor de adrenalina devem estar à mão, e a localização do posto médico do evento deve ser verificada.

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