- O pediatra espanhol sustenta que bebês têm uma tendência natural a acordar à noite, chorar e buscar a mãe.
- Critica a ideia de que reforços positivos ensinam comportamentos, dizendo que muitos comportamentos são naturais e não aprendidos.
- Usa exemplos de animais para mostrar que voar, nadar ou cavar tocas acontecem sem ensino, assim como o choro e a procura pela mãe nos bebês.
- Explica que, em ratos, o comportamento é motivado pela fome; se não há recompensa, não há “trabalho”, e isso questiona a ideia de que pegar no colo reforça o choro.
- Defende demonstrar amor e carinho aos filhos, dizendo que o afeto não estraga e ajuda nos momentos de choros e necessidades.
Os bebês apresentam, segundo uma pediatra espanhola, uma tendência natural a acordar à noite, chorando e buscando a presença da mãe. A afirmação questiona a aplicação de princípios behavioristas ao manejo do sono infantil.
A especialista aponta que muitos comportamentos ocorrem de forma espontânea na natureza, sem necessidade de ensinamento. Exemplo citado é o próprio sono das espécies, que não depende de reforços para acontecer.
Ela critica a ideia de que não dar atenção ao choro reforça o comportamento. Segundo a análise, o apego e a necessidade de proximidade são características normais de bebês, não estratégias para chamar a atenção de forma planejada.
Além disso, compara situações entre animais e crianças. Em ratos, por exemplo, a resposta a reforços está ligada à fome; e argumenta que humanos demonstram necessidades emocionais que vão além de simples reforços.
A discussão ressalta ainda que nem todos os comportamentos podem ser ensinados ou modificados apenas com técnicas de reforço. Em bebês, lidar com o choro envolve fatores de cuidado, afeto e segurança.
Para finalizar, a pediatra enfatiza que o carinho sincero tem função vital no desenvolvimento. A demonstração de afeto não deve ser vista como prejudicial, mas como apoio essencial ao bem-estar infantil.
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