- A falta de pausa entre apostas online é associada ao aumento do risco de compulsão e à perda de autocontrole, segundo a especialista Carol Velloso.
- Ela afirma que o celular e a publicidade em massa dificultam a pausa para refletir, elevando a propensão a apostar.
- Velloso aponta que o Brasil se tornou, em seis anos, o maior mercado de apostas da América Latina, impulsionado por celular à mão, redes sociais e endividamento das famílias.
- O ex-apostador Gabriel Lima contou que começou a apostar como renda extra, chegou a ganhar, mas passou a esconder perdas e contrair empréstimos, levando a depressão e internação.
- Entre medidas para reduzir recaídas, ele cita autoexclusão via Gov.br, limites de perda/investimento, e a necessidade de cortar estímulos como notificações e perfis que promovem bets; a Copa do Mundo é citada como fator de aumento da propaganda.
A ausência de pausa entre apostas esportivas aumenta o risco de compulsão e pode reduzir o autocontrole, segundo a especialista em finanças comportamentais Carol Velloso. A análise foi apresentada no Mercado Aberto, do Canal UOL.
Ela compara o ritmo das apostas online ao funcionamento de loterias, destacando que celular e publicidade em massa facilitam o jogo. O ex-apostador Gabriel Lima participou do programa para compartilhar sua experiência.
Segundo Velloso, o design dos jogos facilita o vício, pois não há intervalo para reflexão. Cassinos online permitem jogar sem interrupções, o que pode acelerar a perda de controle.
A especialista afirma que, em seis anos, o Brasil virou o maior mercado de apostas da América Latina, impulsionado por celular à mão, redes sociais e endividamento familiar alto. O acesso ao dinheiro rápido é o principal motivador do jogo.
Gabriel conta que iniciou as apostas como renda extra há quatro anos. Chegou a ganhar, mas passou a ocultar perdas e buscar empréstimos, o que gerou depressão e levou à busca por tratamento.
Ele destaca que a alta exposição de apostas durante a Copa do Mundo dificulta a recuperação. Gabriel evita assistir aos jogos e incentiva quem enfrenta o vício a buscar ajuda profissional sem enfrentar o problema sozinho.
Para reduzir recaídas, Velloso cita medidas como autoexclusão e limites de uso. Também recomenda cortar estímulos diários, como notificações e perfis que promovem bets.
Ela orienta o cadastramento na autoexclusão oficial, via Gov.br, e lembra que plataformas licenciadas devem oferecer limites de perda e de investimento diário. Desativar notificações completa as ações de proteção.
Medidas práticas
O programa sugere ainda reduzir a exposição a anúncios de apostas em redes sociais e evitar perfis que promovem apostas. O foco é criar barreiras para reduzir o impulso de apostar.
A reportagem do Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL, com apresentação de Amanda Klein. O conteúdo traz os principais movimentos do mercado financeiro.
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