- Casal na casa dos 70 e 80 anos avalia bloquear as ligações da filha que vive a dois estados de distância, após conflitos dolorosos.
- A filha fica virulenta quando se sente injustiçada, e a família não costuma agir para defendê-los, o que preocupa o casal.
- O terapeuta diz que desabafos fortes podem ser tentativas de ser ouvido após falhas repetidas de comunicação.
- Sugere-se inverter o foco: entender por que a filha se sente ignorada e buscar diálogos mais abertos, com limites e regras de convivência.
- Propõe-se terapia familiar remota para facilitar o diálogo, estabelecer limites de contato e evitar que a família estendida se envolva, buscando empatia e compreensão.
Um casal na faixa etária de 70 a 80 anos avalia bloquear o contato com a filha que mora a dois estados de distância, após desabafos virulentos. Eles relatam que a filha se torna ofensiva quando se sente injustiçada e compartilha mensagens com a família, causando dor.
A terapeuta entrevistada aponta que as manifestações da filha podem representar uma tentativa de ser ouvida após falhas na comunicação repetidas. Segundo ela, o comportamento busca reconhecimento, não apenas conflito emocional.
Na dinâmica atual, os pais dizem que dialogar no momento de irritação não surte efeito, mantendo uma distância emocional. A família extensa toma conhecimento das desabafos, mas não intervém, o que acarreta sensação de abandono.
A orientação profissional sugere observar o que a filha está tentando comunicar: dor e sensação de invisibilidade. Pergunta-se por que a filha se sente ignorada e como isso afeta o vínculo familiar, para além do desgaste emocional.
Especialistas sugerem mudar a abordagem: ouvir com calma, sem exigir concordância imediata, e evitar minimizar as preocupações da filha. Um convite para entender a origem da dor pode reduzir escadas de conflito.
Entre as estratégias propostas, há a possibilidade de terapia familiar, que pode ocorrer mesmo à distância. O objetivo é criar regras de comunicação e acordos para manter o diálogo de forma mais produtiva.
Caso a filha não concorde com a terapia, a opção de estabelecer limites claros permanece. Limites bem estruturados devem ser combinados com abertura para entender situações de sofrimento sem descredibilizar o outro.
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