- Mike Bell recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson aos 53 anos e, aos 61, foi “de-diagnosticado”, ou seja, o diagnóstico foi revisto e não é a condição dele.
- Mesmo sem Parkinson, Bell segue com dores, formigamento e problemas de pele; ele havia interrompido a medicação e não houve piora dos sintomas.
- O momento do “de-diagnóstico” lhe causou sensação de impostor e desfez a comunidade de apoio onde participava, além de interromper campanhas que fazia sobre a doença.
- Médicos sugerem outras possibilidades, como fibromialgia ou síndrome de fadiga crônica, mas Bell ainda não tem diagnóstico definitivo.
- Um ano após o ocorrido, Bell passou a buscar um novo caminho de vida, mudou hábitos, começou a trabalhar com merch de bandas e investiga interesses em dados e pesquisas para mapear trajetórias de artistas.
Mike Bell recebeu o diagnóstico de Parkinson aos 53 anos e, aos 61, descobriu que o quadro estava incorreto. O desdiagnóstico ocorreu após nova avaliação com um clínico e repetidas tomografias cerebrais.
Antes, Bell tinha convulsões de dor, formigamento e tremores. Ele interrompeu a medicação e não houve piora dos sintomas. A confirmação de que não havia Parkinson levou a uma sensação de alívio, mas também de perda de rumo.
Bell trabalhava como designer de shows freelances para clientes corporativos e enfrentava longas jornadas. Morando em Shepperton, Surrey, ele relatou isolamento e cobrança constante de um ritmo intenso de trabalho.
Após o desdiagnóstico, Bell perdeu parte do senso de pertencimento à comunidade com Parkinson. As campanhas, viagens e encontros da doença ficaram sem foco, e a poesia virou parte de sua história interrompida.
Novo rumo profissional e pessoal
Os médicos sugeriram outras hipóteses, como fibromialgia ou síndrome da fadiga crônica. Bell diz que ainda procura entender a própria condição e ajusta a vida diária, incluindo hábitos alimentares e horários de sono.
Em termos de vida pessoal, ele reavaliou relacionamentos e prioridades. Mantém o desejo de se manter ativo e passou a explorar novas atividades, inclusive um possível retorno ao mercado de trabalho em outra área.
Agora aos 62 anos, Bell projeta uma nova carreira como designer de merchandising de bandas, além de explorar conexões entre dados de carreiras artísticas e projetos criativos. Ele acompanha artistas nacionais e internacionais com mapas de turnê.
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