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Mãe quase não sai da cama para cuidar do filho devido à ansiedade

Após colapso nervoso em 2022, Kelly ficou acamada por meses; hoje está recuperada e recomenda terapia a mães que enfrentam ansiedade

A ansiedade de Kelly fazia com que ela estivesse sempre na defensiva — Foto: Acervo pessoal/The Mirror
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  • Em 2022, aos 37 anos, Kelly Jeffery teve um colapso nervoso e ficou acamada por meses, cuidando pouco de si mesma e do filho em Hampshire, Inglaterra.
  • Afastada do trabalho por três meses e meio, ela mal saía da cama e não tomava banho ou escovava os dentes; precisava manter a rotina para não deixar o filho sem cuidado.
  • A terapia oferecida pela empresa foi curta e não resolveu tudo; ela então buscou terapia particular com o terapeuta Paul Regan, que mudou sua vida.
  • Ao longo de quase quatro anos, Kelly acumula cerca de 100 horas de terapia, com momentos difíceis, inclusive uma recaída em meados de 2023.
  • Hoje, aos 41 anos, ela afirma que a ansiedade é subestimada e incentiva outras mães a fazer terapia, que considera a melhor coisa que já fez.

Kelly Jeffery, gerente de operações comerciais de 37 anos na Inglaterra, sofreu um colapso nervoso em outubro de 2022 após término de relacionamento e cobrança no trabalho. A queda deixou-a afastada por três meses e meio, sem conseguir realizar atividades básicas.

Ela tem um filho para cuidar e, nesse período, passava grande parte do dia deitada. Levantava-se apenas quando o menino chegava da escola, tentando manter as aparências de normalidade. A dificuldade de cuidar do filho também pesou no diagnóstico.

A terapia inicial, oferecida pela empresa, teve seis sessões gratuitas, mas parecia superficiai. Depois optou por terapia particular, sob a orientação de Paul Regan, psicoterapeuta que descreveu como determinante para a mudança. Ao longo de quase quatro anos, Kelly acumulou cerca de 100 horas de terapia.

O impacto da ansiedade e os desdobramentos

Kelly descreve a ansiedade como uma condição grave, com cenários imaginários, defensividade constante e retração social. Fisicamente, os sintomas incluíam mãos trêmulas, suores frios, náuseas e peso no estômago.

Essa trajetória incluiu momentos difíceis, como uma recaída em meados de 2023, quando chegou a ligar para o terapeuta de um posto de gasolina em busca de ajuda. Com apoio adequado, ela superou esse período.

Hoje e o recado para outras mães

Agora, aos 41 anos, Kelly afirma sentir-se orgulhosa da sua recuperação e agradecida pela jornada. O objetivo da sua narrativa é encorajar outras mães a buscar tratamento. Em suas palavras, a terapia pode ser decisiva para a mudança.

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