- Exercícios durante a gravidez são permitidos na maioria dos casos e trazem benefícios para a mãe, como melhora da postura, circulação e redução de desconfortos, além de impactos positivos para o bebê.
- Benefícios incluem melhor controle de peso, saúde cardiovascular, humor, menor risco de diabetes gestacional e hipertensão, além de auxiliar no parto e na recuperação.
- Existem contraindicações, como cardiopatias, sangramentos, risco de parto prematuro ou pré-eclampsia; acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.
- Recomendação geral: pelo menos 150 minutos semanais de atividade física leve a moderada, com ajustes conforme o avanço da gestação. Evitar alto impacto, esportes de contato e atividades de alto risco.
- Atividades sugeridas: caminhada, musculação leve, pilates, yoga, hidroginástica e natação, sempre com supervisão profissional e cuidado com hidratação, alimentação leve e limites do corpo; interromper se aparecer dor, sangramento ou outros sintomas.
Em pleno nono mês de gestação, a influenciadora Malu Borges viralizou ao publicar um vídeo praticando exercícios na academia. O episódio reacendeu a discussão sobre até quando é seguro manter a rotina de atividades físicas durante a gravidez.
A Boa Fluidez de informações levou a Bons Fluidos a consultar a ginecologista e obstetra Ana Carolina Romanini, da Clínica Ginelife. A médica reaffirmou que, na maioria dos casos, a prática de exercícios segue permitida ao longo da gestação, com benefícios para a mãe e o bebê.
Benefícios da atividade física na gravidez
Segundo a especialista, exercícios adequados fortalecem a musculatura, melhoram a postura e estimulam a circulação, ajudando a reduzir lombalgia, edemas e fadiga. A prática regular também contribui para o controle de peso, saúde cardiovascular e humor, além de reduzir risco de diabetes gestacional e hipertensão.
O preparo físico também traz vantagens para o parto e a recuperação pós-parto, com maior resistência e fortalecimento do assoalho pélvico. Para o bebê, a atividade está associada a melhor oxigenação e menor probabilidade de parto prematuro.
Cuidados, restrições e orientações
Existem contraindicações claras, como histórico de cardiopatias, sangramentos, risco de parto prematuro ou pré-eclâmpsia. Nessas situações, o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações. Fora isso, mulheres que já treinavam ou iniciantes podem manter uma rotina, desde que ajustem intensidade e tipo de exercício conforme a evolução da gestação.
A recomendação geral é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física leve a moderada, distribuídos ao longo da semana. No primeiro trimestre, o foco é respeitar cansaço e náuseas; no segundo, há mais disposição para exercícios; no terceiro, priorizam-se atividades leves, com atenção a equilíbrio e conforto.
Como praticar com segurança
Entre as atividades indicadas estão caminhada, musculação leve, pilates, yoga, hidroginástica e natação, sempre com supervisão profissional. Recomenda-se manter hidratação, evitar treinos em jejum e alimentar-se levemente antes da prática, além de respeitar os limites do corpo e evitar ambientes quentes.
Caso surjam dor abdominal, sangramento, falta de ar intensa, tontura, dor no peito, contrações regulares ou diminuição dos movimentos do bebê, a orientação é interromper o exercício e buscar avaliação médica imediata.
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