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Tropeiro defende valor de R$ 1 mi em touro de rodeio e critica sedém

Marcondes Maia destaca investimentos em bem-estar animal e defende rodeios com campanhas informativas sobre o uso do sedém

Tropeiro Marcondes Maia com touros em centro de treinamento em Uchoa, São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • Os rodeios no Brasil enfrentam críticas de entidades de proteção animal, especialmente sobre o uso do sedém, uma cinta colocada nos touros.
  • Marcondes Maia, proprietário da Cia 2M, afirma que os touros pulam por instinto e não por dor, destacando investimentos em bem-estar animal.
  • A Festa do Peão de Barretos promove campanhas para esclarecer informações sobre o sedém, que é feito de algodão e, segundo Maia, não causa lesões.
  • Maia menciona que o custo de manutenção de um touro varia entre R$ 1.500 e R$ 2.000 mensais, incluindo cuidados veterinários e alimentação.
  • Ele está envolvido na recriação da Federação Paulista de Rodeio e ressalta a importância de separar eventos sérios de rodeios menores, onde podem ocorrer maus-tratos.

Os rodeios no Brasil continuam a ser alvo de críticas de entidades de proteção animal, especialmente em relação ao uso do sedém, uma cinta que é colocada nos touros. Marcondes Maia, proprietário da Cia 2M e reconhecido tropeiro, defende que os touros pulam por instinto e não por dor. Ele destaca que a Festa do Peão de Barretos, que termina neste domingo (31), tem promovido campanhas sobre o sedém, afirmando que ele é feito de algodão e não causa lesões.

Maia, que possui um centro de treinamento em Uchoa, São Paulo, argumenta que o sedém não machuca os animais, citando que o Brasil é o segundo maior criador de gado do mundo. Ele afirma que, se houvesse dor, ninguém pagaria valores que variam de R$ 500 mil a R$ 2 milhões por um touro. O campeonato da PBR (Professional Bull Riders), que ocorreu em Barretos, premiou a melhor boiada com R$ 50 mil.

Bem-Estar Animal

O tropeiro também menciona que há estudos acadêmicos que indicam a ausência de danos aos animais. Contudo, ele reconhece que é necessário separar eventos sérios de rodeios menores, onde, segundo ele, podem ocorrer maus-tratos. Maia aplica práticas de bem-estar animal desde a prenhez até o nascimento dos bezerros, garantindo que eles não sejam expostos a condições adversas.

Os custos de manutenção de um touro variam entre R$ 1.500 e R$ 2.000 mensais, incluindo cuidados veterinários e alimentação balanceada. Maia possui uma fábrica de ração que atende a maioria das necessidades nutricionais dos animais. Ele enfatiza que o bem-estar animal vai além de fornecer ração, exigindo uma equipe qualificada para o manejo.

Ações e Projetos

A Festa do Peão de Barretos lançou uma campanha para esclarecer informações sobre o rodeio, abordando “verdades e mentiras” sobre o uso do sedém. Maia está envolvido na recriação da Federação Paulista de Rodeio, que estava inativa há sete anos, com a intenção de transferir sua sede para Barretos, onde já funciona a CNAR (Confederação Nacional de Rodeio).

Paulo Emílio, outro tropeiro presente em Barretos, também defende o bem-estar animal, afirmando que seus touros recebem acompanhamento veterinário diário e alimentação adequada. Ele destaca que cada animal tem uma dieta específica, com cuidados que incluem até pedicure a cada dois dias.

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