- A Anvisa apreendeu lotes falsificados dos medicamentos Mounjaro e Opdivo em 4 de outubro.
- A Eli Lilly do Brasil e a Bristol-Myers Squibb confirmaram que não produziram esses lotes.
- O lote de Mounjaro, identificado como 082024, foi proibido para comercialização e uso devido a riscos à saúde.
- Análises de produtos falsificados mostraram a presença de bactérias e impurezas, além de uma estrutura química diferente.
- A população deve reportar lotes suspeitos à Anvisa ou à Vigilância Sanitária local.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em 4 de outubro, a apreensão de lotes falsificados dos medicamentos Mounjaro e Opdivo. A decisão foi tomada após as respectivas empresas, Eli Lilly do Brasil e Bristol-Myers Squibb, confirmarem que não produziram os lotes em questão, levantando preocupações sobre a segurança dos produtos.
O lote de Mounjaro, identificado como 082024, teve sua comercialização e uso proibidos. A Eli Lilly já havia emitido alertas sobre o aumento de falsificações de medicamentos injetáveis, especialmente para diabetes e obesidade. A empresa destacou que, por ser um medicamento administrado por via subcutânea, a esterilidade é uma preocupação crítica. Análises de produtos falsificados revelaram a presença de bactérias, impurezas e até mesmo uma estrutura química diferente da original. Em um caso, o produto se revelou ser apenas álcool.
Riscos à Saúde
A Eli Lilly também enfatizou que não existem versões orais ou nasais de tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro. Apesar disso, anúncios de pílulas e sprays nasais têm circulado, mas nenhum foi avaliado por órgãos reguladores. A empresa alertou que o uso de produtos falsificados pode representar um risco significativo à saúde.
O lote de Opdivo, com o código ACS1603, também foi apreendido após a Bristol-Myers Squibb afirmar que não reconhece o lote como original. A Anvisa reforçou que produtos falsificados não garantem a qualidade ou a origem, e seu uso deve ser evitado. A população é orientada a reportar a identificação de lotes suspeitos pelos canais da agência ou à Vigilância Sanitária local.
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