- Um novo estudo sugere que crianças que crescem com cães têm metade do risco de desenvolver asma.
- Pesquisadores canadenses acompanharam mais de 1.000 bebês e descobriram que aqueles expostos a alérgenos caninos têm quase 50% menos chance de ter a doença.
- O efeito protetor foi mais evidente em crianças com predisposição genética para dificuldades respiratórias.
- A exposição precoce a alérgenos caninos é crucial, com crianças que tiveram maior contato apresentando um risco 48% menor de desenvolver asma.
- Especialistas destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmar esses resultados.
Crescer com cães pode reduzir risco de asma infantil, sugere estudo
Um novo estudo apresentado no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia sugere que crianças que crescem com cães têm metade do risco de desenvolver asma. Pesquisadores canadenses acompanharam mais de 1.000 bebês e descobriram que aqueles expostos a alérgenos caninos têm quase 50% menos chance de ter a doença. O efeito protetor foi mais evidente em crianças com predisposição genética para dificuldades respiratórias.
Exposição precoce é fundamental
O estudo mostrou que a exposição precoce a alérgenos caninos é crucial. Crianças que tiveram maior contato com esses alérgenos nos primeiros meses de vida apresentaram um risco 48% menor de desenvolver asma. Além disso, essas crianças apresentaram melhor função pulmonar. A hipótese é que a exposição precoce possa modificar o microbioma nasal ou atuar no sistema imunológico.
Necessidade de mais pesquisas
Especialistas destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmar esses resultados. Erol Gaillard, da Universidade de Leicester, afirmou que os resultados são promissores, mas ainda preliminares. Sarah Sleet, da Asthma and Lung UK, lembra que recomendações anteriores sugeriam que animais de estimação poderiam aumentar o risco de crises respiratórias. Agora, há indícios de que um cachorro pode ajudar na prevenção da asma.
Implicações futuras
Os resultados abrem caminho para novas formas de prevenção da asma. No futuro, os médicos podem desenvolver tratamentos que imitem os efeitos protetores da exposição precoce sem que as famílias precisem ter cães em casa. Essa descoberta pode mudar a abordagem da prevenção da asma infantil, oferecendo novas esperanças para crianças com predisposição genética para a doença.
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