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Meta lança OMat24, um vasto conjunto de dados para acelerar a descoberta de novos materiais

- Meta lançou o Open Materials 2024 (OMat24), com 110 milhões de dados. - O conjunto é gratuito e open source, acelerando a pesquisa em materiais sustentáveis. - O modelo promete superar concorrentes, sendo mais acessível que dados proprietários. - A iniciativa visa também desenvolver tecnologias, como óculos de realidade aumentada. - Especialistas acreditam que OMat24 revolucionará a ciência dos materiais com IA.

Meta anunciou o lançamento de um extenso conjunto de dados e modelos, denominado Open Materials 2024 (OMat24), que promete acelerar a descoberta de novos materiais por meio da inteligência artificial. Este projeto visa resolver um dos principais obstáculos no processo de descoberta: a escassez de dados. Para identificar novos materiais, os cientistas precisam calcular as […]

Meta anunciou o lançamento de um extenso conjunto de dados e modelos, denominado Open Materials 2024 (OMat24), que promete acelerar a descoberta de novos materiais por meio da inteligência artificial. Este projeto visa resolver um dos principais obstáculos no processo de descoberta: a escassez de dados. Para identificar novos materiais, os cientistas precisam calcular as propriedades dos elementos da tabela periódica e simular combinações em computadores, um trabalho que demanda grandes quantidades de dados e poder computacional, além de ser dispendioso.

O OMat24 será disponibilizado gratuitamente e em código aberto na plataforma Hugging Face, permitindo que pesquisadores de todo o mundo acessem, modifiquem e utilizem os dados. Larry Zitnick, líder do projeto, afirmou: “Acreditamos firmemente que, ao contribuir para a comunidade e construir sobre modelos de dados abertos, toda a comunidade avança mais rápido”. O novo modelo é esperado para liderar o ranking Matbench Discovery, que avalia os melhores modelos de aprendizado de máquina na ciência dos materiais.

A decisão da Meta de tornar seus dados abertamente acessíveis é considerada mais impactante do que o próprio modelo de IA, segundo Gábor Csányi, professor da Universidade de Cambridge. Ele destacou que essa abordagem contrasta com outras grandes empresas, como Google e Microsoft, que publicaram modelos competitivos treinados em conjuntos de dados secretos. O conjunto de dados da Meta contém cerca de 110 milhões de pontos de dados, superando significativamente os conjuntos anteriores em termos de volume e qualidade.

Além de contribuir para a comunidade científica, a Meta também busca desenvolver novos materiais que possam tornar seus óculos de realidade aumentada mais acessíveis. Chris Bartel, professor da Universidade de Minnesota, elogiou a liberação pública do OMat24, afirmando que isso representa um “presente para a comunidade” e que certamente acelerará a pesquisa na área. A iniciativa da Meta pode transformar a ciência dos materiais, assim como outros projetos abertos já fizeram na última década.

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