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Aumento da inteligência artificial pode gerar até 5 milhões de toneladas de e-lixo até 2030

- Estudo prevê que a inteligência artificial generativa pode gerar até 5 milhões de toneladas de e-lixo até 2030. - O e-lixo, que já ultrapassa 60 milhões de toneladas anuais, contém materiais tóxicos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. - Equipamentos de computação de alto desempenho são os principais responsáveis pelo aumento do e-lixo gerado pela IA. - Apenas 22% do e-lixo é formalmente reciclado, com muitos resíduos sendo tratados de forma inadequada em países em desenvolvimento. - Estratégias como prolongar a vida útil dos dispositivos e reciclar componentes podem reduzir o e-lixo em até 86%.

Um novo estudo publicado na *Nature Computational Science* aponta que a inteligência artificial generativa pode gerar entre 1,2 milhão e 5 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos até 2030. Embora isso represente uma fração do total global de mais de 60 milhões de toneladas de e-waste por ano, especialistas alertam para a gravidade do problema. […]

Um novo estudo publicado na *Nature Computational Science* aponta que a inteligência artificial generativa pode gerar entre 1,2 milhão e 5 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos até 2030. Embora isso represente uma fração do total global de mais de 60 milhões de toneladas de e-waste por ano, especialistas alertam para a gravidade do problema. O termo e-waste refere-se a dispositivos eletrônicos descartados, como televisores, celulares e computadores, que contêm materiais tóxicos que podem prejudicar a saúde humana e o meio ambiente se não forem descartados adequadamente.

O principal responsável pelo aumento do e-waste relacionado à inteligência artificial é o hardware de computação de alto desempenho utilizado em centros de dados e fazendas de servidores. Equipamentos como servidores, GPUs e CPUs contêm metais valiosos, como cobre e ouro, além de materiais perigosos, como mercúrio e chumbo. A rápida evolução da tecnologia, com dispositivos sendo substituídos a cada dois a cinco anos, contribui para o acúmulo de resíduos eletrônicos. Segundo Asaf Tzachor, coautor do estudo, essa situação exige uma reflexão sobre como gerenciamos o e-waste.

Para mitigar o problema, o estudo sugere estratégias como aumentar a vida útil dos equipamentos e promover a reutilização e o reaproveitamento de componentes. Essas ações poderiam reduzir a geração de e-waste em até 86% em cenários ideais. Atualmente, apenas 22% do e-waste é coletado e reciclado formalmente, com muitos resíduos sendo tratados de forma informal, especialmente em países com infraestrutura inadequada para gestão de e-waste.

A segurança de dados é um obstáculo significativo na reciclagem de equipamentos, já que a destruição de dispositivos é uma forma de evitar vazamentos de informações. Tzachor enfatiza a importância de garantir a exclusão de dados sensíveis antes da reciclagem. Para enfrentar o desafio do e-waste, políticas mais rigorosas são necessárias, e a recuperação de metais valiosos pode ajudar a justificar os custos do processo de reciclagem, que é oneroso devido à manipulação de materiais perigosos.

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