Em outubro de 2023, a Commonwealth Fusion Systems, que se descolou do MIT em 2018, já havia arrecadado mais de R$ 2 bilhões para desenvolver o primeiro reator de fusão comercial. O foco atual é concluir o sistema de demonstração, o reator SPARC, com previsão de operação até 2026. Durante uma visita ao local em […]
Em outubro de 2023, a Commonwealth Fusion Systems, que se descolou do MIT em 2018, já havia arrecadado mais de R$ 2 bilhões para desenvolver o primeiro reator de fusão comercial. O foco atual é concluir o sistema de demonstração, o reator SPARC, com previsão de operação até 2026. Durante uma visita ao local em Devens, Massachusetts, foi possível observar o progresso nas instalações, que agora se mostram mais avançadas em comparação ao que era um canteiro de obras há um ano.
A fusão nuclear, que promete ser uma fonte de energia limpa e abundante, envolve a colisão de átomos para liberar energia. Apesar do potencial, a execução desse conceito tem sido desafiadora. A Commonwealth é uma das líderes nesse setor, e, embora o cronograma tenha se estendido, a empresa está otimista em demonstrar que o reator pode gerar mais energia do que consome até 2027, um marco conhecido como Q>1.
Durante a visita, foram observadas as instalações da fábrica de ímãs, essenciais para o funcionamento do tokamak, que é o dispositivo que mantém o plasma onde ocorrem as reações de fusão. Os ímãs são feitos com fita de supercondutor de alta temperatura, e a fábrica está em fase de finalização. O complexo que abrigará o reator também está quase concluído, com sistemas de suporte prontos para serem ativados.
O hall do tokamak, onde o SPARC será instalado, ainda está vazio, mas a empresa mantém um cronograma ambicioso. A expectativa é que o reator esteja em funcionamento e produza plasma até 2026, embora o prazo inicial tenha sido adiado. Apesar dos desafios históricos da fusão nuclear, a Commonwealth está avançando e se aproxima de um futuro onde a energia de fusão pode se tornar uma realidade.
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