A NASA enfrenta desafios com seu foguete lunar, o Space Launch System (SLS), que pode ser questionado em meio à ascensão de concorrentes como o Starship da SpaceX. Com custos estimados em $4,1 bilhões por lançamento, o SLS, que tem 98 metros de altura, foi projetado para levar astronautas de volta à Lua, parte do […]
A NASA enfrenta desafios com seu foguete lunar, o Space Launch System (SLS), que pode ser questionado em meio à ascensão de concorrentes como o Starship da SpaceX. Com custos estimados em $4,1 bilhões por lançamento, o SLS, que tem 98 metros de altura, foi projetado para levar astronautas de volta à Lua, parte do programa Artemis iniciado em 2019. A primeira missão, Artemis I, ocorreu em 2022, e a próxima, Artemis II, está programada para setembro de 2025.
A crescente eficiência do Starship, que é mais poderoso e reutilizável, levanta dúvidas sobre a necessidade do SLS. Elon Musk, CEO da SpaceX, pode influenciar a nova administração de Donald Trump a reconsiderar o SLS, mas a decisão final depende do Congresso, onde o foguete tem apoio bipartidário. Laura Forczyk, consultora espacial, destaca que “dinheiro dado ao SLS beneficia eleitores em distritos-chave”.
Embora o SLS tenha um papel importante na exploração lunar, como o lançamento do módulo de pouso da SpaceX, a viabilidade do projeto está em debate. Daniel Dumbacher, ex-administrador da NASA, argumenta que o SLS ainda é necessário, especialmente se os EUA desejam retornar à Lua antes da China, que planeja enviar humanos até 2030. A situação é complexa, pois a NASA já está desenvolvendo hardware para futuras missões do SLS.
A possibilidade de cancelar o SLS poderia impactar o orçamento da NASA, que é de $25,4 bilhões. Abhishek Tripathi, ex-diretor de missões da SpaceX, alerta que a eliminação do SLS poderia comprometer o financiamento de outras áreas da agência. O futuro do SLS permanece incerto, mas sua primeira missão com tripulação está garantida para setembro de 2025.
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