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ChatGPT revela viés político à esquerda em estudos internacionais sobre suas respostas

- Estudo brasileiro revela viés político do ChatGPT, mais à esquerda no Brasil. - Chatbot se alinha a posições democratas nos EUA e trabalhistas no Reino Unido. - Pesquisadores usaram a bússola política para medir viés em três contextos nacionais. - Dados de treinamento e algoritmo podem influenciar o posicionamento político. - Outros estudos de 2024 corroboram achados, sugerindo viés persistente no ChatGPT.

O uso do ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela OpenAI, gerou discussões sobre seu possível viés político. Pesquisadores brasileiros, em um estudo publicado em agosto de 2023, analisaram a afinidade do chatbot com as principais forças políticas do Brasil, EUA e Reino Unido. Os resultados indicaram que o ChatGPT tende a se posicionar […]

O uso do ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela OpenAI, gerou discussões sobre seu possível viés político. Pesquisadores brasileiros, em um estudo publicado em agosto de 2023, analisaram a afinidade do chatbot com as principais forças políticas do Brasil, EUA e Reino Unido. Os resultados indicaram que o ChatGPT tende a se posicionar mais à esquerda, apresentando viés democrático nos EUA, lulista no Brasil e próximo ao Partido Trabalhista no Reino Unido.

Para investigar esse viés, os pesquisadores utilizaram um questionário chamado bússola política, que contém 60 perguntas sobre questões sociais, econômicas e políticas. O ChatGPT foi solicitado a responder como se fosse uma pessoa progressista ou conservadora e, em seguida, de forma neutra. A análise estatística revelou uma forte correlação entre as respostas neutras e as progressistas, especialmente nos EUA, onde a correlação de alinhamento foi de 0,838 para o viés democrata.

Os autores sugerem que o viés político do ChatGPT pode ser atribuído a dois fatores: a base de dados utilizada para seu treinamento e o algoritmo que amplifica padrões existentes. O estudo gerou repercussão na academia, sendo mencionado em um relatório da Universidade de Stanford. Pesquisas recentes da Universidade de Dortmund corroboraram os achados, com o ChatGPT mantendo uma posição à esquerda, embora com variações de autoritarismo dependendo do contexto nacional.

Além disso, um estudo comparativo entre as versões GPT-3.5 e GPT-4.0 do ChatGPT indicou que a versão mais recente apresenta um viés político menor, posicionando-se mais próximo do centro do espectro político. Essa evolução sugere que melhorias no algoritmo podem ter contribuído para uma redução do viés ideológico, embora o ChatGPT ainda se mantenha predominantemente à esquerda.

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