O projeto World, liderado por Sam Altman, CEO da OpenAI, chegou ao Brasil no final de 2023, propondo que indivíduos registrem suas íris em um banco de dados em troca de pagamento. A iniciativa visa criar uma World ID, uma espécie de “passaporte” digital que diferencia humanos de robôs e inteligências artificiais. A proposta já […]
O projeto World, liderado por Sam Altman, CEO da OpenAI, chegou ao Brasil no final de 2023, propondo que indivíduos registrem suas íris em um banco de dados em troca de pagamento. A iniciativa visa criar uma World ID, uma espécie de “passaporte” digital que diferencia humanos de robôs e inteligências artificiais. A proposta já atraiu interesse, gerando filas para o registro.
Entretanto, a venda de dados biométricos, como a íris, levanta preocupações significativas. O vazamento de informações únicas pode resultar em consequências irreversíveis, semelhante à venda de impressões digitais. Além disso, há incertezas sobre a segurança e a transparência no uso desses dados, levando países como Espanha e Portugal a proibir a prática.
A troca de dados por dinheiro também é vista como uma forma de exploração de populações vulneráveis. Antonielle Freitas, da Viseu Advogados, ressalta que “o avanço tecnológico deve sempre vir acompanhado de medidas robustas para garantir que direitos fundamentais não sejam comprometidos”. A responsabilidade de assegurar esse equilíbrio recai sobre autoridades e a sociedade civil.
No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou uma fiscalização para verificar se as práticas do World estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Este processo pode estabelecer precedentes importantes para iniciativas futuras no país, destacando a necessidade de proteção dos dados pessoais.
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