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Meta mantém checagem de fatos fora dos EUA enquanto avalia mudanças internas

- A Meta Platforms eliminará a checagem de fatos nos EUA, adotando notas da comunidade. - A Advocacia-Geral da União convocou audiência pública sobre as novas políticas da Meta. - A empresa manterá verificadores de fatos fora dos EUA, avaliando mudanças futuras. - Mark Zuckerberg criticou a checagem de fatos, alegando erros e censura injusta. - A União Europeia impõe regras rigorosas contra desinformação, afetando a Meta.

A Meta Platforms anunciou que continuará a utilizar verificadores de fatos fora dos Estados Unidos, mesmo após a decisão de eliminar essa prática em seu país de origem. Nicola Mendelsohn, chefe de negócios globais da empresa, afirmou que a mudança nos EUA será acompanhada de perto antes de qualquer transição em outras regiões. A decisão […]

A Meta Platforms anunciou que continuará a utilizar verificadores de fatos fora dos Estados Unidos, mesmo após a decisão de eliminar essa prática em seu país de origem. Nicola Mendelsohn, chefe de negócios globais da empresa, afirmou que a mudança nos EUA será acompanhada de perto antes de qualquer transição em outras regiões. A decisão de substituir os verificadores terceirizados por um sistema de notas da comunidade foi motivada por erros frequentes e censura injusta, conforme declarado pelo CEO Mark Zuckerberg.

A implementação dessa nova abordagem será desafiadora fora dos EUA, onde as leis sobre desinformação são mais rigorosas. A União Europeia, por exemplo, exige que plataformas digitais removam ativamente conteúdos enganosos, sob pena de multas significativas, de acordo com a Lei de Serviços Digitais. Mendelsohn destacou que a empresa está comprometida em observar como a mudança se desenrola ao longo do ano, mantendo os verificadores de fatos em operação globalmente por enquanto.

Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil convocou plataformas de redes sociais para uma audiência pública sobre as novas políticas de moderação da Meta. A audiência, que contará com a participação de 41 debatedores, incluindo representantes da Meta e de outras grandes plataformas, visa discutir os impactos das recentes mudanças, como o fim da checagem independente de fatos e a introdução das Notas da Comunidade.

Zuckerberg também mencionou a intenção de colaborar com Donald Trump, que assumiu a presidência, para pressionar governos que impõem restrições à liberdade de expressão. Trump, que foi banido temporariamente do Facebook após o ataque ao Capitólio em 2021, elogiou a decisão da Meta, considerando-a um avanço significativo.

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