O “Nokia Design Archive”, lançado em 15 de janeiro de 2024, reúne uma vasta coleção de 700 arquivos dos 20.000 que a Aalto University recebeu da Microsoft, após a aquisição da Nokia em 2014. O projeto, que ocupa 959 GB, apresenta documentos que datam da metade dos anos 1990 até o início dos anos 2000, […]
O “Nokia Design Archive”, lançado em 15 de janeiro de 2024, reúne uma vasta coleção de 700 arquivos dos 20.000 que a Aalto University recebeu da Microsoft, após a aquisição da Nokia em 2014. O projeto, que ocupa 959 GB, apresenta documentos que datam da metade dos anos 1990 até o início dos anos 2000, mostrando como a Nokia, fundada em 1865, incentivou a inovação em design de eletrônicos. Entre os destaques, estão ideias de celulares inusitados, como um modelo em formato de Ursinho Pooh, que nunca chegaram ao mercado.
Os arquivos estão organizados em coleções, como a “Mobile Phones and Gaming”, que analisa o foco da Nokia em celulares com jogos, especialmente após o sucesso do game “Snake”. Além disso, o site apresenta memórias de mais de 300 designers que trabalharam na empresa. Mikko Kosonen, ex-designer da Nokia, descreveu o design da marca como o “efeito ‘uau’” dos celulares, enquanto Tej Chauhan comparou a Nokia a uma “Disneylândia” para criadores. O arquivo também revela dispositivos icônicos, como o “celular banana” do filme “Matrix”.
A pesquisadora Anna Valtonen destacou que os designers eram incentivados a criar produtos que atendesse a diferentes públicos. O projeto “Vision 99”, de 1997, gerou conceitos de celulares que nunca foram produzidos, incluindo um modelo decorado com flores. Outros designs, como um teclado que se transformava em asas de borboleta, foram apenas experimentos internos. O Nokia Moonraker, um smartwatch que passou por um longo processo de desenvolvimento, foi descontinuado a apenas dois meses do lançamento, levando a equipe a realizar uma cerimônia simbólica de despedida.
Além de inovações, o arquivo contém previsões de tendências. O “Nokia WorldMap 2005” analisou possíveis desafios futuros, como a crescente busca por energia limpa e a fragmentação social. Em 1999, a Nokia estudou o mercado japonês, identificando tendências de personalização e colaborações com operadoras locais. O arquivo também explora a relação da Nokia com a moda, buscando expandir seu público além dos executivos, e inclui análises sobre a concorrência, como a reação ao lançamento do iPhone em 2007, que prometia impactar o mercado de celulares a partir de 2008.
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