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Editora lança livro que armazena informações em cadeias de DNA por US$ 60

- A Asimov Press lançou um livro sobre biotecnologia com codificação em DNA. - A edição física e a cápsula de aço custam US$ 60, oferecendo inovação. - O DNA armazena dados com capacidade 115 mil vezes superior a mídias tradicionais. - O processo de leitura e sequenciamento de DNA é caro e demorado. - A codificação em DNA é vista como alternativa sustentável para armazenamento de dados.

A editora Asimov Press lançou, na quinta-feira (16), um livro que combina ensaios sobre biotecnologia e ficção científica. O diferencial deste lançamento é que, por US$ 60, o leitor recebe uma edição física e uma cápsula de aço contendo a obra codificada em cadeias de DNA. Essa prática não é inédita; anteriormente, informações como 154 […]

A editora Asimov Press lançou, na quinta-feira (16), um livro que combina ensaios sobre biotecnologia e ficção científica. O diferencial deste lançamento é que, por US$ 60, o leitor recebe uma edição física e uma cápsula de aço contendo a obra codificada em cadeias de DNA. Essa prática não é inédita; anteriormente, informações como 154 sonetos de Shakespeare e o discurso “I Have a Dream” de Martin Luther King também foram codificadas em DNA.

O DNA (ácido desoxirribonucleico) é uma molécula que armazena informações genéticas, composta por quatro bases químicas: A (adenina), T (timina), C (citosina) e G (guanina). Para codificar arquivos digitais em DNA, as bases são convertidas em linguagem binária, representando caracteres e imagens. Após a codificação, as moléculas são armazenadas em cápsulas de metal, protegidas de fatores que podem danificá-las, como oxigênio e umidade.

A empresa Catalog, responsável pela codificação do livro, selou as cápsulas a laser, garantindo a integridade das informações. Experimentos anteriores, como os realizados por Ewan Birney e Nick Goldman em 2013, demonstraram a viabilidade de armazenar dados em DNA, incluindo obras literárias e discursos históricos. Em 2016, pesquisadores da Universidade de Washington e da Microsoft conseguiram codificar 200 megabytes de dados em DNA, incluindo um clipe musical e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O uso do DNA para armazenamento é considerado promissor devido à sua alta capacidade de armazenamento, que é 115 mil vezes superior às mídias magnéticas atuais. Além disso, o DNA é estável e pode ser mantido em temperatura ambiente, ao contrário dos centros de dados que consomem mais energia. No entanto, o custo e a lentidão do processo de sequenciamento ainda são desafios a serem superados, com estimativas de que armazenar um minuto de som de alta qualidade poderia custar cerca de US$ 100.000.

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