Na década de 1980, a cultura pop influenciou muitos jovens a sonharem com o espaço, incluindo Lucas Fonseca, que desejava ser cientista da Nasa. “Minha geração cresceu impactada pelo entretenimento voltado para o espaço”, relembra. Após estudar engenharia mecatrônica na USP e trabalhar na indústria farmacêutica, Lucas decidiu se especializar em engenharia espacial na França, […]
Na década de 1980, a cultura pop influenciou muitos jovens a sonharem com o espaço, incluindo Lucas Fonseca, que desejava ser cientista da Nasa. “Minha geração cresceu impactada pelo entretenimento voltado para o espaço”, relembra. Após estudar engenharia mecatrônica na USP e trabalhar na indústria farmacêutica, Lucas decidiu se especializar em engenharia espacial na França, onde recebeu uma proposta da Nasa, mas optou por uma oferta da ESA, a Agência Espacial Europeia.
Na ESA, Lucas participou da Missão Rosetta, a primeira a pousar uma sonda em um cometa, coletando dados valiosos sobre a composição cósmica. “Não me arrependo nem por um segundo”, afirma, destacando a importância de sua escolha. Após três anos na Alemanha, ele retornou ao Brasil, onde se tornou um defensor da economia espacial e fundou a startup Airvantis, focada na Garatéa-L, a primeira missão brasileira a enviar uma sonda à Lua.
A Garatéa-L visa estudar a sobrevivência de organismos extremófilos em condições espaciais, com potencial para desenvolver tratamentos contra os efeitos da radiação. “Essa é uma decisão que molda nosso futuro”, diz Lucas, ressaltando a importância da participação do Brasil na exploração lunar. Com um custo estimado em 10 milhões de dólares, o projeto enfrenta desafios financeiros, tendo arrecadado apenas 10% do valor necessário até agora, mas Lucas permanece otimista: “Enquanto der, seguiremos tentando.”
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