A TerraPower, startup de energia nuclear fundada por Bill Gates, firmou um acordo com a Sabey Data Centers (SDC) para implementar reatores nucleares avançados em suas instalações. O objetivo é abastecer os centros de dados existentes e futuros com energia nuclear, uma alternativa viável diante da crescente demanda por eletricidade, especialmente com o aumento do […]
A TerraPower, startup de energia nuclear fundada por Bill Gates, firmou um acordo com a Sabey Data Centers (SDC) para implementar reatores nucleares avançados em suas instalações. O objetivo é abastecer os centros de dados existentes e futuros com energia nuclear, uma alternativa viável diante da crescente demanda por eletricidade, especialmente com o aumento do uso de inteligência artificial. Chris Levesque, presidente da TerraPower, destacou que “o setor de energia está se transformando em um ritmo sem precedentes”.
O memorando de entendimento entre as empresas visa explorar a viabilidade de novas usinas nucleares no Texas e na região das Montanhas Rochosas, que atenderiam às necessidades energéticas da SDC. No entanto, a implementação dessa tecnologia ainda enfrenta desafios regulatórios e a necessidade de comprovar sua viabilidade comercial. Os reatores de nova geração, como os desenvolvidos pela TerraPower, são projetados para serem menores e mais fáceis de instalar em comparação com as usinas nucleares tradicionais.
A energia nuclear é considerada uma alternativa aos combustíveis fósseis, que contribuem para as mudanças climáticas, mas ainda enfrenta resistência devido a preocupações com a mineração de urânio e o armazenamento de resíduos radioativos. Gates expressou sua crença na energia nuclear como uma solução para problemas climáticos, mencionando que os novos designs minimizam os riscos associados.
O projeto de reator Natrium da TerraPower é o único com um pedido de licença de construção pendente na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA. A empresa iniciou um projeto de demonstração em Wyoming, com previsão de operação em 2030. A demanda por eletricidade em centros de dados triplicou na última década e deve continuar a crescer, o que pode revitalizar usinas nucleares desativadas e prolongar a vida útil de usinas de combustíveis fósseis.
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