A era dos superprodutores de rap, como Scott Storch e Timbaland, está mudando com a ascensão da produção musical acessível pela internet. Hoje, um jovem holandês pode criar grandes sucessos para rappers desconhecidos, enquanto produtores de diferentes partes do mundo se destacam em gêneros variados. No entanto, a maior transformação é a introdução da inteligência […]
A era dos superprodutores de rap, como Scott Storch e Timbaland, está mudando com a ascensão da produção musical acessível pela internet. Hoje, um jovem holandês pode criar grandes sucessos para rappers desconhecidos, enquanto produtores de diferentes partes do mundo se destacam em gêneros variados. No entanto, a maior transformação é a introdução da inteligência artificial (IA) na produção e composição musical, com um estudo de julho de 2024 revelando que 25% dos produtores já utilizam IA em suas criações.
Entre os que adotaram essa tecnologia, Timbaland se destacou como conselheiro estratégico da Suno AI, uma ferramenta musical generativa. Ele revelou que passa 10 horas por dia experimentando a plataforma. Por outro lado, Illmind, ganhador do Grammy, lançou o LoopMagic, que permite que músicos insiram prompts para gerar sons, mantendo a propriedade total sobre eles. Illmind acredita que a IA pode gerar ideias inovadoras, embora a ética em torno do uso de dados protegidos permaneça uma preocupação.
A discussão sobre o uso de IA na música é polarizada. Produtores como Warren Long defendem a tecnologia, enquanto outros, como Cam O’bi, expressam ceticismo, argumentando que a IA pode não ser capaz de criar algo verdadeiramente novo. O’bi, que já experimentou ferramentas de IA, considera que elas muitas vezes resultam em produções insatisfatórias. A questão central gira em torno da capacidade da IA de inovar ou se limitará a reproduzir o que já existe.
Illmind, por sua vez, vê a IA como uma ferramenta que pode complementar o trabalho humano, afirmando que “os humanos que usam IA” substituirão os que não a adotarem. Embora a IA possa facilitar tarefas repetitivas, muitos produtores, como O’bi, preferem a colaboração humana, valorizando a experiência criativa que vem de trabalhar com outros músicos. A evolução da produção musical continua, e a integração da IA promete redefinir o papel dos produtores no futuro.
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