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Planet fecha contrato de US$ 230 milhões para construção de satélites Pelican

- Planet assinou contrato de $230 milhões para construir satélites Pelican na Ásia-Pacífico. - CEO Will Marshall destacou que o acordo é um marco na entrada da empresa em serviços de satélite. - A construção dos satélites e operação se estenderão por sete anos, com benefícios financeiros esperados em 2026. - A empresa já lançou o Pelican-2, com tecnologia de inteligência artificial da Nvidia. - A negociação representa a recuperação da Planet após desafios financeiros desde sua abertura de capital em 2021.

A empresa de imagens de satélite e análise de dados, Planet, anunciou na quarta-feira a assinatura de um contrato de US$ 230 milhões com um cliente âncora, que impulsionará o lançamento de seus satélites de próxima geração, os Pelican. O CEO da Planet, Will Marshall, destacou que este é um evento que gera impulso, sendo […]

A empresa de imagens de satélite e análise de dados, Planet, anunciou na quarta-feira a assinatura de um contrato de US$ 230 milhões com um cliente âncora, que impulsionará o lançamento de seus satélites de próxima geração, os Pelican. O CEO da Planet, Will Marshall, destacou que este é um evento que gera impulso, sendo o maior negócio da empresa até agora e um passo significativo para o setor de serviços de satélite. O contrato envolve a construção de satélites Pelican para uma empresa na região da Ásia-Pacífico, que será identificada posteriormente, mas que é descrita como um parceiro de longa data.

O acordo abrange um período de “alguns anos para a construção” dos satélites, seguido de cinco anos de operação. Marshall explicou que o cliente terá acesso dedicado aos satélites lançados dentro de sua área de interesse na Ásia, enquanto a Planet poderá licenciar os dados para o restante do mundo. Embora o contrato não altere as previsões anteriores da Planet para o quarto trimestre do ano fiscal de 2025, a empresa espera que os benefícios financeiros comecem a aparecer em 2026, com pagamentos reconhecidos ao longo de aproximadamente sete anos.

A Planet opera mais de 200 satélites em órbita e, em 2021, anunciou planos para a linha de satélites Pelican, que substituirá os SkySat adquiridos do Google em 2017. A empresa planeja implantar uma constelação de até 32 satélites Pelican. Recentemente, lançou seu primeiro satélite operacional, o Pelican-2, que incorpora a plataforma de inteligência artificial Jetson da Nvidia para melhorar o processamento de dados. Marshall afirmou que agora a empresa possui os recursos financeiros para construir mais satélites, acelerando seu crescimento.

As ações da Planet subiram até 14% durante as negociações de quarta-feira, mas acabaram se estabilizando em torno de US$ 5,46 por ação. Além do contrato com a empresa da Ásia-Pacífico, a Planet também anunciou um contrato de vários anos com a Agência Espacial Europeia. Marshall ressaltou que o acordo Pelican marca a entrada da Planet no mercado de serviços de satélite, vendendo suas espaçonaves como uma base adaptável para clientes específicos. Ele destacou que muitos desses clientes já confiam na capacidade da Planet de entregar satélites funcionais, o que é sinérgico com seu negócio de dados.

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