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Câmeras em pinguins revelam hábitos alimentares e interações marinhas inéditas

- Pesquisadores usaram câmeras acopladas em pinguins para estudar alimentação. - O estudo revelou dados inéditos sobre forrageamento e interações com presas. - As câmeras, menores e mais leves, foram chamadas de PenguCams. - Um fator de correção foi criado para estimar o tamanho das presas. - A pesquisa pode ajudar na conservação de espécies vulneráveis de pinguins.

Uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo na revista científica PeerJ sobre os hábitos alimentares de pinguins, utilizando câmeras acopladas chamadas PenguCams. A pesquisa, divulgada na terça-feira, 28 de janeiro de 2024, permitiu análises inéditas da interação entre diferentes espécies de pinguins e suas presas, superando métodos anteriores que se baseavam em fezes ou […]

Uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo na revista científica PeerJ sobre os hábitos alimentares de pinguins, utilizando câmeras acopladas chamadas PenguCams. A pesquisa, divulgada na terça-feira, 28 de janeiro de 2024, permitiu análises inéditas da interação entre diferentes espécies de pinguins e suas presas, superando métodos anteriores que se baseavam em fezes ou em análises de estômagos de animais mortos.

As câmeras possibilitaram rastrear o número de presas consumidas, o trajeto percorrido pelos pinguins e estimar o consumo energético durante o forrageamento. O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, e contou com a colaboração de instituições como Tawaki Trust e Global Penguin Society. Entre as espécies analisadas estão o pinguim-de-Humboldt, o pinguim-de-fiordland e o pinguim-rei.

Uma descoberta significativa foi a criação de um fator de correção para estimar o tamanho real das presas, permitindo calcular o consumo energético dos pinguins. Isso envolveu a conversão do tamanho dos pixels nas imagens das presas em dimensões reais, considerando a refração da luz em diferentes meios. O estudo também incluiu medições de interações com outros animais no ecossistema marinho, ampliando a compreensão das dinâmicas locais.

Os pesquisadores destacaram que o uso das câmeras acopladas pode contribuir para a conservação das espécies, especialmente considerando que duas delas estão na lista de vulneráveis ou em perigo de extinção da WWF. As mudanças climáticas e a captura acidental em redes de pesca são fatores que ameaçam a sobrevivência do pinguim-de-Galápagos e do pinguim-saltador-da-rocha.

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