A DeepSeek recentemente afirmou que pode tornar a Inteligência Artificial (IA) menos dependente de energia, levantando questionamentos sobre as previsões de demanda futura no setor. O especialista em energia limpa Nat Bullard, cofundador da Halcyon, apresentou cerca de 200 gráficos que revelam fatores surpreendentes que impactam a descarbonização. Ele destacou que, apesar do aumento na […]
A DeepSeek recentemente afirmou que pode tornar a Inteligência Artificial (IA) menos dependente de energia, levantando questionamentos sobre as previsões de demanda futura no setor. O especialista em energia limpa Nat Bullard, cofundador da Halcyon, apresentou cerca de 200 gráficos que revelam fatores surpreendentes que impactam a descarbonização. Ele destacou que, apesar do aumento na capacidade de energia renovável, a queima de combustíveis fósseis e as emissões de CO2 continuam em alta.
Bullard observou que, embora a demanda global por eletricidade deva crescer, apenas uma pequena parte desse aumento será destinada à IA. Um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) indicou que os data centers terão um papel limitado nesse crescimento entre 2023 e 2030. No entanto, a interconexão de novos projetos de geração nos EUA enfrenta desafios, com um aumento de 30% na fila de espera entre 2022 e 2023, dificultando a operação de novas fontes de energia limpa.
A startup chinesa DeepSeek afirma que seus modelos de IA requerem menos horas de treinamento em comparação com as versões americanas, o que pode impactar a infraestrutura de data centers nos EUA. Bullard alertou que a construção de infraestrutura ocorre em ciclos, e a atual onda de construção pode ser afetada por essas inovações. Além disso, o uso de medicamentos para diabetes tem reduzido o consumo de alimentos, o que pode levar a uma diminuição na demanda por produtos agrícolas e, consequentemente, por petróleo.
O mercado de veículos elétricos também está mudando rapidamente, com a China produzindo quase 40% dos carros de passeio do mundo. A queda nos preços das baterias de íons de lítio, que agora custam US$ 115 por quilowatt-hora, facilitou essa transição. Contudo, a demanda global por baterias pode resultar em um excesso de oferta até o final da década, levantando questões sobre o futuro dos veículos elétricos usados e suas baterias. Por fim, as finanças verdes continuam a crescer, mas a retórica de Wall Street sobre sustentabilidade tem mudado, refletindo um afastamento do financiamento verde, conforme observado por Bullard.
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