O DeepSeek, um novo chatbot gratuito da China, tem gerado controvérsias desde seu lançamento, com pesquisadores apontando que suas respostas refletem a visão do Partido Comunista Chinês. De acordo com um relatório da NewsGuard, a ferramenta não apenas dissemina propaganda, mas também reproduz campanhas de desinformação, como a distorção de declarações do ex-presidente Jimmy Carter […]
O DeepSeek, um novo chatbot gratuito da China, tem gerado controvérsias desde seu lançamento, com pesquisadores apontando que suas respostas refletem a visão do Partido Comunista Chinês. De acordo com um relatório da NewsGuard, a ferramenta não apenas dissemina propaganda, mas também reproduz campanhas de desinformação, como a distorção de declarações do ex-presidente Jimmy Carter sobre Taiwan. O chatbot tem sido classificado como uma “máquina de desinformação”, com exemplos de respostas que minimizam a repressão aos uigures em Xinjiang, afirmando que as políticas chinesas foram amplamente elogiadas internacionalmente.
As preocupações em torno do DeepSeek são semelhantes às que cercam o TikTok, levantando questões sobre como plataformas tecnológicas podem influenciar a opinião pública global. Jack Stubbs, da Graphika, destacou que a China mobiliza rapidamente narrativas online que a retratam como superior aos Estados Unidos em áreas geopolíticas. O DeepSeek utiliza modelagem de linguagem de grande escala, semelhante a outros chatbots, mas também está sujeito ao controle rigoroso do governo chinês, evitando tópicos sensíveis como Xi Jinping e os protestos de 1989 na Praça da Paz Celestial.
Pesquisadores da NewsGuard descobriram que 80% das respostas do DeepSeek refletem as visões oficiais da China, com um terço contendo afirmações explicitamente falsas. Em um teste sobre a guerra na Ucrânia, o chatbot evitou comentar sobre alegações infundadas de encenações de massacres, ecoando declarações oficiais chinesas. A China tem uma estratégia global de informação que visa reforçar sua posição geopolítica e desacreditar rivais, utilizando tanto a mídia estatal quanto campanhas de desinformação.
Além disso, a Graphika documentou campanhas de influência que visam desacreditar organizações de direitos humanos e marcas que se opõem a práticas como o trabalho forçado em Xinjiang. Laura Harth, da Safeguard Defenders, relatou um ataque coordenado contra sua organização, refletindo a intensidade das campanhas de desinformação que a China emprega para proteger sua imagem e interesses no cenário internacional.
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