A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está considerando a obrigatoriedade de que filmes que utilizem inteligência artificial (IA) revelem essa informação. Essa proposta surge em resposta ao crescente uso de IA nas produções indicadas ao Oscar de 2025, como em Duna: Parte 2, O Brutalista, Emilia Pérez e Um Completo Desconhecido. Atualmente, a divulgação […]
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está considerando a obrigatoriedade de que filmes que utilizem inteligência artificial (IA) revelem essa informação. Essa proposta surge em resposta ao crescente uso de IA nas produções indicadas ao Oscar de 2025, como em Duna: Parte 2, O Brutalista, Emilia Pérez e Um Completo Desconhecido. Atualmente, a divulgação do uso de IA é opcional, mas a Academia busca tornar essa prática obrigatória nas regras do Oscar de 2026, com publicações previstas para abril.
O Conselho de Ciência e Tecnologia da Academia está elaborando a linguagem recomendada para essa nova diretriz. A discussão se intensifica à medida que a variedade de aplicações de IA nos filmes se expande, tornando difícil identificar o impacto da tecnologia nas produções. Um membro veterano da área de efeitos visuais destacou a importância da veracidade nas premiações, afirmando que as decisões devem considerar o trabalho humano por trás dos resultados.
Ferramentas de IA, como o conjunto de aprendizado de máquina Revize, da Rising Sun Pictures, têm sido amplamente utilizadas em filmes, permitindo técnicas como substituição de rosto e modificação de desempenho facial. A Rising Sun aplicou essa tecnologia em produções como Furiosa: Uma Saga Mad Max, onde foi utilizada em 150 cenas para transições entre diferentes idades da personagem principal. A presidente da Rising Sun, Jennie Zeiher, mencionou que a ferramenta foi inicialmente utilizada em Elvis, para integrar Austin Butler a imagens do cantor.
Além disso, o uso de IA se estende a softwares de criação de conteúdo, como o CopyCat, que foi empregado em Duna: Parte Dois para replicar o tom dos olhos dos atores. O diretor de O Brutalista, Brady Corbet, esclareceu que a ferramenta Respeecher foi utilizada apenas para editar diálogos em húngaro, sem alterar as atuações originais. A tecnologia também foi aplicada em Emilia Pérez e na cinebiografia de Maria Callas, utilizando a ferramenta Audio Shake para separar a voz da cantora de gravações antigas.
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