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Meta desenvolve sistema de digitação cerebral, mas projeto permanece em laboratório

- Meta avançou na leitura cerebral com o sistema Brain2Qwerty, alcançando 80% de precisão. - O projeto envolveu 35 voluntários, que digitavam frases enquanto eram monitorados. - O scanner magnético é caro e pesado, não sendo viável para uso comercial. - A pesquisa revela que a produção de linguagem no cérebro ocorre de forma hierárquica. - Insights obtidos podem influenciar o desenvolvimento de inteligência artificial mais avançada.

Em 2017, o Facebook anunciou planos para um chapéu que permitiria digitar apenas com o pensamento. Mark Zuckerberg, CEO da empresa, afirmou que estavam desenvolvendo um sistema para isso. Agora, a Meta, como a companhia é chamada, conseguiu realizar a ideia, embora com limitações significativas: o dispositivo pesa meia tonelada, custa R$ 2 milhões e […]

Em 2017, o Facebook anunciou planos para um chapéu que permitiria digitar apenas com o pensamento. Mark Zuckerberg, CEO da empresa, afirmou que estavam desenvolvendo um sistema para isso. Agora, a Meta, como a companhia é chamada, conseguiu realizar a ideia, embora com limitações significativas: o dispositivo pesa meia tonelada, custa R$ 2 milhões e não será comercializado. A pesquisa, publicada em dois artigos no arXiv, revela que cientistas analisaram a atividade cerebral de indivíduos enquanto digitavam, utilizando um scanner magnético e uma rede neural profunda.

O sistema desenvolvido pela equipe de Jean-Rémi King, da Meta, consegue identificar a tecla pressionada por um digitador habilidoso em até 80% das vezes, o que é suficiente para reconstruir frases inteiras a partir dos sinais cerebrais. O projeto foi realizado com 35 voluntários em um centro de pesquisa na Espanha, onde cada um passou cerca de 20 horas dentro do scanner, digitando frases. Apesar da precisão, a taxa de erro média foi de 32%, indicando que quase um terço das letras estavam incorretas.

O scanner utilizado é um dispositivo de magnetoencefalografia, que capta sinais magnéticos gerados pela atividade neuronal. No entanto, sua operação é complexa e requer um ambiente controlado, pois o campo magnético da Terra é muito mais forte que o gerado pelo cérebro. King enfatiza que o foco da pesquisa não é desenvolver produtos, mas sim entender os princípios da inteligência humana, o que pode informar o desenvolvimento de inteligência artificial.

Embora a pesquisa sobre leitura cerebral esteja avançando, as abordagens mais eficazes geralmente envolvem interfaces cerebrais invasivas, que requerem cirurgia. A Meta, por sua vez, continua a explorar a natureza da inteligência sem a necessidade de implantes. Os resultados obtidos podem influenciar o design de sistemas de inteligência artificial, especialmente aqueles que dependem da linguagem, como chatbots, que já utilizam princípios linguísticos para processar informações.

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