Kate Crawford e Vladan Joler são figuras proeminentes no debate sobre tecnologia e poder. A acadêmica australiana, que assessora governos sobre inteligência artificial (IA), e o artista sérvio, que leciona em Novi Sad, colaboraram no projeto Calculating Empires, que estreou na Espanha. A obra, com o subtítulo “Uma Genealogia de Tecnologia e Poder Desde 1500”, […]
Kate Crawford e Vladan Joler são figuras proeminentes no debate sobre tecnologia e poder. A acadêmica australiana, que assessora governos sobre inteligência artificial (IA), e o artista sérvio, que leciona em Novi Sad, colaboraram no projeto Calculating Empires, que estreou na Espanha. A obra, com o subtítulo “Uma Genealogia de Tecnologia e Poder Desde 1500”, explora como a tecnologia tem sido usada historicamente para centralizar a autoridade e controlar sociedades.
A instalação, que será exibida no Museu do Disseny em Barcelona a partir de 21 de fevereiro, é um mapa de 24 metros de comprimento que ilustra séculos de imperialismo e colonização. Crawford destaca que a obra oferece uma “piedra Rosetta” para entender as dinâmicas de poder contemporâneas, especialmente sob a influência de líderes como Donald Trump e Elon Musk. O projeto, que levou nove anos para ser concluído, foi financiado pela Fundação Prada e recebeu o Prêmio S+T+ARTS da União Europeia.
A relação entre Crawford e Joler começou há dez anos, quando ambos participaram de um workshop sobre IA. Desde então, eles têm se dedicado a mapear a infraestrutura tecnológica que sustenta sistemas de controle. O primeiro resultado dessa colaboração foi Anatomy of an AI System, que analisa a cadeia de produção do dispositivo Alexa da Amazon. Crawford também é autora do influente livro Atlas da IA, que investiga o impacto ambiental da indústria de tecnologia.
Atualmente, Joler observa uma revolução em Novi Sad, onde estudantes protestam contra o governo após um trágico acidente que resultou em mortes. Eles se organizam de forma inovadora, utilizando aplicativos de mensagens criptografadas e evitando redes sociais tradicionais. Joler comenta que essa nova forma de mobilização é uma resposta à opressão e à manipulação da informação, refletindo uma mudança significativa na dinâmica política da região.
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