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Investigadores criticam nova convocação de auxílios à IA e alertam sobre injustiças administrativas

- A ministra de Ciência, Diana Morant, anunciou nova convocatória de 31 milhões de euros. - A comunidade acadêmica expressa desconfiança após cancelamento anterior. - Problemas administrativos causaram frustração e descontentamento entre pesquisadores. - Novas condições podem ser injustas, afetando projetos já em andamento. - Investigadores temem que erros se repitam, prejudicando a pesquisa em IA.

A ministra de Ciência da Espanha, Diana Morant, anunciou uma nova convocatória de ajudas à pesquisa em inteligência artificial (IA) para universidades, substituindo um projeto anterior que não avançou. Alfonso Ureña, catedrático da Universidade de Jaén, criticou a situação, comparando-a a uma oposição pública que é cancelada após os exames. Germán Rigau, do Centro Vasco […]

A ministra de Ciência da Espanha, Diana Morant, anunciou uma nova convocatória de ajudas à pesquisa em inteligência artificial (IA) para universidades, substituindo um projeto anterior que não avançou. Alfonso Ureña, catedrático da Universidade de Jaén, criticou a situação, comparando-a a uma oposição pública que é cancelada após os exames. Germán Rigau, do Centro Vasco de Tecnologia do Linguagem, apontou que a convocatória anterior teve problemas administrativos que não justificam sua anulação.

A frustração é generalizada entre os pesquisadores, que viram seus projetos frustrados por um erro administrativo. O Ministério atribuiu a situação a “circunstâncias sobrevenidas” ligadas a 31 milhões de euros de fundos europeus, que agora foram substituídos por outra quantia similar. Jorge Ares, professor da Universidade de Zaragoza, alertou que a anulação de processos sem justificativa pode se repetir, causando danos irreparáveis à comunidade acadêmica.

Os acadêmicos expressam cansaço com a burocracia e a incerteza na obtenção de financiamento. A nova convocatória promete ser menos burocrática, mas muitos pesquisadores duvidam que suas propostas anteriores possam ser reapresentadas sem um esforço significativo. Alejandro Rodríguez González, da Universidade Politécnica de Madrid, questionou a falta de clareza sobre como as propostas serão tratadas na nova convocatória.

Além disso, há alegações de que o governo já tinha resultados da convocatória anterior, que foram mantidos em sigilo. Professores afirmam que o governo gastou cerca de 200.000 euros em avaliadores, e que os resultados estavam prontos para serem divulgados. Apesar das críticas, alguns pesquisadores consideram a nova convocatória uma oportunidade, embora temam que as condições sejam injustas, excluindo aqueles que seguiram as regras da convocatória anterior.

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