Um novo equipamento para detectar ligações clandestinas de energia elétrica está em fase final de desenvolvimento, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Light. O projeto, financiado pela empresa no âmbito do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já possui um protótipo funcional em […]
Um novo equipamento para detectar ligações clandestinas de energia elétrica está em fase final de desenvolvimento, fruto de uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Light. O projeto, financiado pela empresa no âmbito do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já possui um protótipo funcional em testes e aguarda a industrialização para uma implementação mais ampla.
O sistema foi projetado para ajudar as equipes de campo da distribuidora a identificar desvios em ramais de baixa tensão. Ele consiste em dois módulos: um transmissor, que é instalado no início do ramal, e um receptor, que fica no medidor. Essa tecnologia permite comparar a energia fornecida com a faturada, facilitando a identificação de furtos e adulterações no medidor, como o uso de ímãs.
De acordo com o professor Henrique Henriques, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica e Telecomunicações da UFF, o novo sistema representa um avanço em relação aos métodos tradicionais de inspeção. “O equipamento usa comunicação entre os pontos para fazer o balanço de energia, o que agiliza muito o processo. Há um ganho de produtividade na inspeção de quatro vezes, em comparação aos métodos convencionais,” afirma.
Henriques também destaca que fraudes e furtos de energia impactam de 30% a 40% do faturamento da empresa. Com a implementação do rastreador, espera-se um aumento na energia recuperada e uma redução nas perdas comerciais, o que pode resultar em tarifas mais baixas para os consumidores. “Se a fornecedora de energia reduzir essas perdas, o impacto positivo é direto na tarifa,” conclui.
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