Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Artista desafia limites da criatividade ao colaborar com inteligência artificial e robôs

- Sougwen Chung utiliza inteligência artificial como colaboradora em suas obras. - A instalação "Spectral" foi apresentada no Fórum Econômico Mundial em Davos. - Robôs guiados por IA criam arte em tempo real, promovendo interação ao vivo. - Chung defende que a IA pode expandir, não substituir, métodos artísticos tradicionais. - A artista questiona a dicotomia entre humano e máquina, promovendo co-produção.

Artistas têm expressado preocupações sobre a influência da inteligência artificial (IA) na criação artística, mas Sougwen Chung, artista canadense-chinesa não-binária, vê a IA como uma oportunidade para desafiar a criatividade. Em suas exposições, que combinam tecnologia e performance, o público observa Chung trabalhar ao lado de robôs, criando arte em tempo real. “Meu objetivo não […]

Artistas têm expressado preocupações sobre a influência da inteligência artificial (IA) na criação artística, mas Sougwen Chung, artista canadense-chinesa não-binária, vê a IA como uma oportunidade para desafiar a criatividade. Em suas exposições, que combinam tecnologia e performance, o público observa Chung trabalhar ao lado de robôs, criando arte em tempo real. “Meu objetivo não é substituir métodos tradicionais, mas aprofundá-los”, afirma Chung, destacando a colaboração entre humano e máquina.

Em janeiro de 2025, Chung apresentou a instalação performática Spectral no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde braços robóticos, guiados por IA, traduzem dados de um eletroencefalograma em gestos artísticos. “Meu estado alfa dirige o comportamento do robô”, explica, referindo-se à atividade cerebral associada ao relaxamento. Essa abordagem mostra como a IA pode ser um colaborador criativo, não apenas uma ferramenta.

Chung, que cresceu em uma família de imigrantes, começou sua trajetória artística com desenhos em tinta, mas logo incorporou a performance em seu trabalho. Ao desenvolver robôs como o Drawing Operations Unit: Generation 1 (DOUG 1), percebeu que os erros do robô se tornavam parte do processo criativo. “Aprendi a ‘poetizar o erro’”, diz, enfatizando a resiliência que essa mentalidade trouxe.

Embora haja preocupações sobre a IA ameaçar a criatividade, Chung acredita que essa tecnologia pode empoderar os artistas. “Explorar como seus próprios dados funcionam dentro de um sistema de IA pode ser um catalisador criativo”, afirma. Especialistas como Zihao Zhang ressaltam que o trabalho de Chung desafia a visão simplista de competição entre humanos e máquinas, promovendo uma narrativa de co-produção. “A arte continua sendo um espaço para explorar e afirmar a agência humana”, conclui Chung.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais