O Bitcoin (BTC) enfrentou uma queda significativa nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, sendo negociado a pouco mais de US$ 86 mil, o menor valor do ano. Essa desvalorização contrasta com as expectativas do mercado, que aguardava um desempenho positivo após a eleição de Donald Trump, amplamente favorável aos ativos digitais. A queda acumulada […]
O Bitcoin (BTC) enfrentou uma queda significativa nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, sendo negociado a pouco mais de US$ 86 mil, o menor valor do ano. Essa desvalorização contrasta com as expectativas do mercado, que aguardava um desempenho positivo após a eleição de Donald Trump, amplamente favorável aos ativos digitais. A queda acumulada desde o pico de US$ 106 mil em dezembro é de 16%. Especialistas apontam que a crise de confiança no mercado de criptomoedas, exacerbada por um ataque hacker à corretora Bybit, é um dos principais fatores para essa desvalorização.
O ataque à Bybit, que resultou em um prejuízo estimado de US$ 1,4 bilhão, gerou incertezas sobre a recuperação da corretora, lembrando a falência da FTX em 2022. Além disso, a continuidade das tarifas de importação propostas por Trump e a introdução de memecoins, como as apoiadas por Trump e Javier Milei, contribuíram para um ambiente de aversão ao risco. A liquidez no mercado de criptomoedas também diminuiu, refletindo a cautela dos investidores.
A analista Paula Reis, da plataforma Ripio, destacou que a perda do suporte em US$ 90 mil transformou esse nível em resistência, resultando em forte pressão vendedora. A expectativa é que o BTC possa testar US$ 85 mil no curto prazo, com um suporte adicional em US$ 83 mil caso o cenário macroeconômico se deteriore. Apesar da queda, a dominância do Bitcoin aumentou, indicando que investidores institucionais estão concentrando suas apostas na criptomoeda.
Embora o cenário atual seja desafiador, alguns analistas, como Marcello Cestari da Empiricus Gestão, mantêm uma perspectiva otimista para o Bitcoin em 2025, considerando que as incertezas são mais relevantes no curto prazo. A tendência é que a correção atual seja vista como uma oportunidade de compra, com a expectativa de que o mercado se recupere ao longo do ano.
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