A energia eólica tem crescido significativamente, representando cerca de 8% da produção global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia, até o final da década, a energia eólica se tornará a segunda maior fonte renovável, superando a hidrelétrica. Os turbinas eólicas são mais eficientes que os painéis solares, capturando em média 50% da energia […]
A energia eólica tem crescido significativamente, representando cerca de 8% da produção global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia, até o final da década, a energia eólica se tornará a segunda maior fonte renovável, superando a hidrelétrica. Os turbinas eólicas são mais eficientes que os painéis solares, capturando em média 50% da energia que passa por elas, em comparação com 20% dos painéis solares. No entanto, a eficiência das turbinas depende da localização, sendo as offshore mais vantajosas, embora mais caras de construir e manter.
No Reino Unido, a geração de energia eólica em 2024 se tornou a maior fonte de energia pela primeira vez. A startup Drift está inovando ao utilizar iates de corrida para extrair energia do vento offshore. O fundador e CEO da Drift, Ben Medland, afirma: “Fazemos energia renovável no oceano usando barcos à vela e a entregamos em portos ao redor do mundo.” A empresa já construiu dois protótipos de catamarãs de alto desempenho, que utilizam hidrofoils e uma turbina subaquática para capturar energia enquanto navegam.
Esses barcos convertem a energia renovável em hidrogênio por meio de um eletrolisador, que transforma água do mar em gás hidrogênio. Medland destaca que essa tecnologia não requer infraestrutura de rede, tornando-a uma solução inovadora. Os protótipos atuais geram apenas alguns quilowatts, mas a Drift planeja um novo design com capacidade de 1,5 megawatts, que será lançado em dois anos, podendo produzir até 150.000 quilos de hidrogênio anualmente.
A primeira embarcação custará cerca de £20 milhões (aproximadamente $24 milhões), mas o custo deve diminuir com a produção em escala. As embarcações operarão em águas internacionais e atenderão principalmente indústrias pesadas e empresas de transporte marítimo. Medland acredita que a produção de hidrogênio será mais barata do que as opções convencionais até 2030. A tecnologia da Drift também pode ser adaptada para produzir amônia verde ou metanol verde, além de contribuir para a exploração oceânica e coleta de dados ambientais. Especialistas em energia renovável expressam otimismo cauteloso sobre a viabilidade e os desafios de custo dessa abordagem inovadora.
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