A análise realizada pelo Emerging Technology Observatory (ETO) da Universidade de Georgetown revela que a China está se destacando na pesquisa básica que pode fundamentar o futuro da tecnologia de microchips. O estudo, publicado em 3 de março, indica que entre 2018 e 2023, autores de instituições chinesas contribuíram com mais de duas vezes mais […]
A análise realizada pelo Emerging Technology Observatory (ETO) da Universidade de Georgetown revela que a China está se destacando na pesquisa básica que pode fundamentar o futuro da tecnologia de microchips. O estudo, publicado em 3 de março, indica que entre 2018 e 2023, autores de instituições chinesas contribuíram com mais de duas vezes mais artigos sobre design e fabricação de chips do que autores dos Estados Unidos. Essa diferença não se limita à quantidade; os pesquisadores chineses também co-assinaram 50% dos artigos mais citados, em comparação com 22% dos autores dos EUA.
Os pesquisadores da ETO utilizaram um algoritmo de aprendizado de máquina para compilar os dados, focando em tecnologias emergentes de chips, em vez de inovações comerciais, que tendem a ser incrementais. O estudo abrange uma variedade de disciplinas acadêmicas, incluindo chips convencionais e unidades de processamento gráfico otimizadas para inteligência artificial (IA). Zachary Arnold, analista principal da ETO, observa que a crescente atividade na pesquisa pode impactar a capacidade tecnológica e de fabricação da China nos próximos anos.
Yunji Chen, co-fundador da Cambricon e chefe do Laboratório Estatal de Processadores em Pequim, confirma que a capacidade de fabricação da China ainda está atrás do design de chips, em parte devido aos controles de exportação dos EUA. Desde outubro de 2022, o Departamento de Comércio dos EUA proibiu a venda de chips avançados e equipamentos de fabricação para a China, alegando preocupações sobre o uso de IA para monitoramento de cidadãos e modernização militar.
Embora o estudo não afirme que a China esteja liderando o campo, ele sugere que o país está se posicionando para um futuro competitivo em design e produção de microchips. As implicações dessas descobertas podem afetar a capacidade dos EUA de manter sua vantagem competitiva no setor, especialmente se a pesquisa chinesa se traduzir em aplicações comerciais.
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